sexta-feira, 27 de novembro de 2009 - 1 Comentários
Nesta sexta, não vou ao cinema. Mas posso ser encontrado onde todo mundo que gosta de rock MUITO alto estará: no Morumbi. Hoje, um sonho de infância se realizará e verei o AC/DC ao vivo.
Tudo começou em 1984: contava eu 9 anos, andei com uns caras inseridos na escola e cheguei em casa com um disco debaixo do braço. O disco ostentava o perigoso nome If You Want Blood (You've Got It). A capa deixou minha mãe preocupada com coisas inéditas, como drogas, violência e satanismo:
Semanas depois, nomes como Angus Young, e então Eddie Van Halen e mais tarde Jimmy Page se tornaram deuses reverenciados com pôsteres, revistas e mais revistas e um violãozinho tosco que se esforça até hoje para reproduzir os ruídos dos heróis.
O tempo passou, assim como as dores de cabeça (constrangedoramente comuns aos onze, doze anos) decorrentes das imitações da performance do guitarrista do AC/DC. O meu menu musical se mantém em saudável e constante expansão (abraçando folk, MPB, jazz e outras coisas antes odiadas), o que abre espaço, inclusive, para sessões de nostalgia roqueira catárticas de tempos em tempos.
E hoje, como dizia o Zé Rodrix, ainda é dia de rock. O mundo mudou, eu também, o AC/DC também. O cantor beberrão do vídeo abaixo, Bon Scott, morreu há quase trinta anos, engasgado no próprio vômito. Mas é como um dos moleques agitados aí do vídeo que vou encarar uma muvuca no Morumbi: como se fosse 25 anos atrás.
A música é Riff Raff, do álbum Powerage, de 1976. É uma performance muito parecida com a que dá início ao tal disco ao vivo que levei pra casa na época do primário.
Ouvir AC/DC é um negócio que faz parte da formação macha de qualquer moleque, assim como ter uma briga na escola, folhear uma revista pornô ou aprender a arrotar mais alto no recreio. Coisas que não deixam ninguém mais nobre ou mais rico, mas que nos fazem ser respeitados nas horas mais difíceis.
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Ricardo Garrido mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta. O blogueiro preenche as horas vagas com muitos filmes, exceto quando não está nas arquibancadas da Fiel. O Coringão voltou!




