quinta-feira, 5 de novembro de 2009 - 2 Comentários

Muita gente acha que o que Hollywood tem de melhor é sua vocação para o espetacular, o blockbuster, o filme-evento - enfim, essa encrenca que é o filme milionário lançado no verão americano sob uma campanha publicitária agressiva e acompanhado de uma penca de produtos adjacentes. Guerra nas Estrelas, E.T., Titanic, ...E o Vento Levou, todos fazem parte dessa categoria.


Isso tudo é bacana, principalmente quando o oba-oba serve para promover um filme bom (ou ótimo, como os citados acima), mas não é a essência da coisa. Hollywood é o que é não devido aos seus executivos e marqueteiros, mas sim aos seus artistas. E a prova disso são não os filmes-eventos, mas os pequenos filmes que se tornam grandes sucessos (ou que simplesmente se mostram obras grandiosas de tão singelas e despretensiosas). Esses são os verdadeiros símbolos de Hollywood: Casablanca, Bonequinha de Luxo, A Primeira Noite de um Homem, Butch Cassidy & Sundance Kid, Chinatown, Rocky, Uma Secretária de Futuro, Uma Linda Mulher, Ghost... Dispostos em ordem cronológica, todos filmes ?pequenos?, de orçamento modesto, produções bancadas por pouco mais do que a teimosia de seus diretores... e que se tornaram grandes clássicos - quase todos os citados foram o grande sucesso dos cinemas nos seus anos de lançamento. Obras de arte cunhadas com a despretensão e a leveza de um filminho. Quando isso acontece, o resultado é único e pensamos: "nada com um bom filme americano".


O grande trunfo desses filmes é, acima da direção e das estrelas que neles são reveladas, o roteiro. Um bom e velho roteiro amarradinho, sucinto, encerrado em três atos bem definidos e recheados de personagens cheios de vida. Faça o teste: o que fez de Curtindo a Vida Adoidado, aparentemente uma comédia adolescente debilóide, esse verdadeiro ícone pop? O roteiro sensacional, cheio de falas antológicas e situações engraçadas - e Bueler, Ferris Bueler, herói de uma geração sem bandeiras.


Tudo isso para dizer (e defender a tese de) que Sorte no Amor (Bull Durham), filme de 1988 sobre baseball que passou quase despercebido no Brasil, é um filmaço, uma obra de arte, uma joia rara daquelas que dão orgulho a quem as descobre. Não posso afirmar que "descobri" o filme, porque o mesmo foi um grande sucesso nos EUA, contando com Kevin Costner no auge (e em sua melhor atuação), Susan Sarandon maravilhosa e encantadora (e em sua melhor atuação) e Tim Robbins despontando para o sucesso (e conhecendo sua futura esposa durante as filmagens: a própria Sarandon). Mas descobri o filme no meio de uma pilha de bobagens, numa liquidação das Lojas Americanas. Orgulho-me dessa que é uma das minhas maiores habilidades: descobrir coisas boas no meio do lixo nas Lojas Americanas.
























A história parece besta: Costner, no papel de um jogador de baseball maduro e em fim de carreira, é contratado para tutelar e "acelerar o amadurecimento" de um arremessador jovem, talentoso e inconsequente (Robbins). Sarandon é a improvável groupie do time, que escolhe um jogador a cada temporada para namorar. Por namorar, entenda-se sexo, carinho maternal e lições de literatura.



















E tranquilo, naquele esquema "conhecendo os personagens na primeira meia hora / botando os personagens pra correr atrás das suas necessidades durante sessenta minutos / resolvendo a bagunça na última meia hora", o autor e diretor Ron Shelton (um ex-jogador de baseball nas ligas menores) conseguiu sua pequena obra-prima.


Ao amigo leitor, fica a dica: não há razão para deixar de assistir a Sorte no Amor, obra que diz muito mais sobre a fugacidade da vida e dos seus ciclos (de amor, de carreira, de juventude) do que muito tratado intelectual por aí. Disponível em DVD, lançado há dois ou três anos. Vale uma ida à locadora.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009 - 0 Comentários

Vídeo para começar muito bem a semana. Stevie Nicks e Tom Petty, acompanhados dos Heartbreakers, em 1981. A música é Stop Draggin' My Heart Around.



Dois ícones americanos no auge. Naquela época, Nicks lançava seu primeiro disco fora do Fleetwood Mac. A Rolling Stone a botou na capa e a chamou de rainha do rock'n'roll. Petty, que lançava seu melhor disco - Hard Promises, que o colocou como ponta-de-lança de uma geração brilhante de compositores americanos  (Bruce Springsteen, Jackson Browne...) -, cedeu essa canção para a moça. Gravaram juntos. Fizeram o vídeo, para um canal de TV novo, que acabara de ser lançado: MTV.

Foi o sucesso do ano. A história estava feita.

Acho que nunca usaram essa música como tema de filme. É um erro.

P.S.: no You Tube, você acha uma versão dessa música mais recente, com a Joss Stone e o Rob Thomas, do Matchbox 20. Vendo, dá pra entender o valor da parceria Nicks / Petty. Ninguém precisa se esgoelar nem fazer caras e bocas pra mandar bem. Artista seguro do seu talento é outra coisa.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009 - 3 Comentários

Já se falou muito sobre o fato de que Harrison Ford é o maior assassino do cinema, graças ao seu principal personagem, Indiana Jones.


Pois bem, um maluco resolveu editar todas as mortes acumuladas durante os três primeiros filmes da série. E com contador de corpos!


Veja o vídeo, as mortes estão organizadas em ordem cronológica:



As minhas preferidas são as mortes às pencas no final de Indiana Jones e o Templo da Perdição, na cena da ponte partida. A cada balançada na ponte, é meia dúzia que cai para os crocodilos comerem.

E, claro, tem a oitava morte da lista, aquela em que o espadachim exibe sua lâmina, faz mil firulas com a mesma e leva um tiro de um indiferente Prof. Jones. Assassinato que a patrulha politicamente correta condenou, pois o cara não poderia ter usado uma arma de fogo contra um coitado com arma branca...

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009 - 0 Comentários

Continuando com a série de cenas de abertura espetaculares, hoje BLOGIE traz três clássicos dos anos 80.


Nenhum dos filmes aspirou a Oscar ou a algum lugar especial na história do cinema, mas todos foram dirigidos com grande competência e, mais importante, contam com sequências de abertura que garantem a atenção do espectador.


Comprove!

Garotos Perdidos (1987): quando vampiros adolescentes eram gente realmente estranha...


Nestes dias chatos, Crepúsculo faz sucesso com vampiros adolescentes que evitam fazer aquilo que vampiros e adolescentes mais querem fazer - se alimentar com sangue alheio e transar.


Já nos anos 80, Joel Schumacher fez um filme com vampiros jovens que são verdadeiramente barra-pesada: se divertem matando uns desavisados, andam de moto, pegam a mulherada geral e moram numa caverna sinistra com pôster do Jim Morrison na parede.






A sequência inicial traz a mãe solteira Dianne Wiest, com seus filhos adolescentes, Corey Haim e Jason Patric, chegando a uma cidadezinha de fim de mundo. Os moleques já preveem uma vidinha tediosa, pois o único point local é um parque de diversões.


Mas logo descobrirão que a cidade é cheia de gente estranha. Trilha sonora: People are Strange, do Doors, tocada com classe pelo Echo the Bunnymen, com direito a solo de teclado do grande Ray Manzareck!


Alguém Muito Especial (1987): o triângulo amoroso padrão dos anos 80


Um exercício de estilo bem interessante: na história escrita pelo então maioral do cinema adolescente John Hugues, temos um clipe de 3 minutos em que todos os personagens principais são apresentados, sem que uma fala seja dita.





Temos Mary Stuart Masterson como a roqueira solitária; Eric Stoltz como o pobretão sonhador; e Lea Thompson como a patricinha que passa o rodo. O triângulo está apresentado, e uma geração de meninas idolatram esse filme de roteiro redondinho, um campeão da Sessão da Tarde. (O recente Ele Não Está Tão a Fim de Você presta uma homenagem incrível a Alguém Muito Especial, elegendo-o um tipo de Curtindo a Vida Adoidado das meninas.)

Em tempo: a música, Dr. Mabuse,  é duma banda chamada Propaganda.



Afinado no Amor (1998): Adam Sandler enfia o pé na jaca

Este filme foi feito no meio da década de 90, mas tem o mérito histórico de ter sido o primeiro "filme de época" ambientado nos anos 80.

Adam Sandler é o cantor de casamentos que, como todo cantor de casamentos, inclui no repertório todos os sucessos do momento, pois seu trabalho é animar a festa.

Essa festa começa ao som de gosto abjeto da banda de tecno-pop Dead or Alive: You Spin Me Round (Like a Record).



O que faz dessa cena tão simples uma ótima cena de abertura? Primeiro, a apresentação do personagem: de cara, reconhecemos em Adam Sandler um cara amável, de bom coração, meio sem senso do ridículo (e muitos, como eu, conheceram Sandler através deste filme, o que significa que não entramos esperando "uma comédia do Adam Sandler). Depois, temos a reconstituição de época que ressalta o aspecto absurdo dos anos 80:  penteados, cores, roupas - enfim, toda a cafonice. E há os créditos de abertura rapidinhos, que emulam aqueles efeitos de vídeo de casamento dos primórdios do VHS. Enfim, nota dez!

Hoje, fui numa lista de filmes mais despretensiosos. A próxima vai voltar no cinema mais "sério".

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009 - 3 Comentários

Volta às aulas na Ridgemont High. Fundava-se, ali, a tradição dos filmes de high school americanos.



O ano: 1981.O filme: Picardias Estudantis, escrito por Cameron Crowe (futuro diretor de Vida de Solteiro, Jerry Maguire e Quase Famosos) e dirigido por Amy Heckerling (que renovaria o gênero nos anos 80, com Patricinhas de Bervely Hills).

A música é American Girl, do Tom Petty and the Heartbreakers.

A letra ("she was an american girl, raised on promises!") entra no exato segundo em que Jennifer Jason Leigh aparece, perdida, nos corredores da escola. Essa grande atriz, então uma adolescente, é só uma das revelações de Picardias Estudantis.

Outras são Eric Stoltz, Nicolas Cage, Forrest Whitaker, Phoebe Cates, Judge Reinhold e, principalmente, o grande Sean Penn, como o maconheiro Spicoli - o primeiro de sua coleção de grandes personagens.

Tudo certo nesse baita filme, que captou a época como poucos. Foi o primeiro a reconhecer o shopping center como o habitat natural do adolescente, e foi um dos primeiros a enaltecer a primeira transa como objetivo de vida do adolescente (tema único desde então). Teve trilha sonora perfeita, que, além da música de Tom Petty, conta com vários outros clássicos do new wave e do rock mais mainstream.

Veja o trailer!


E foi baseado no romance escrito por Crowe, então jornalista da Rolling Stone, que pediu demissão e se matriculou no colégio para escrever o livro.

Se você é da geração criada à base de American Pie: não deixe de conferir! Por outro lado, se você é daqueles que sempre julgou esses filmes de high school uma grande bobagem... não perca Picardias Estudantis. É a manifestação mais despretensiosa da arte de captar a essência da juventude de uma época.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009 - 7 Comentários

Outro dia, num almoço, uma jovem colega, nos seus vinte e poucos anos, chocou os comensais ao afirmar que ela não conhecia Os Goonies. Eu fiquei estupefato. Como alguém pode ter atravessado a pré-adolescência sem ter conhecido Mike, Bocão, Bolão, Dado? Sem ter se divertido com Sloth, o monstro bonzinho? Sem ter ficado na dúvida se Mamma Fratelli é mulher ou homem? Sem ter se apaixonado por Andy (Keri Green), estrategicamente um pouco mais crescida do que a molecada do filme (e da plateia)?

Enfim, ser um Goonie é algo a que todos os moleques de doze anos aspiraram, pelo menos na minha geração.

De quebra, lembrei-me de que o filme, dirigido por Richard Dooner a partir de história de Steven Spielberg, conta com uma das melhores cenas de abertura de todos os tempos.

O que me obriga a pensar na lista de melhores cenas de abertura de todos os tempos. Este é um dos meus temas preferidos, então não vou fechar em uma lista nem colocar em um ranking. Vou simplesmente listar as cenas de abertura inesquecíveis. À medida que eu for me lembrando, vou listando... espero que se divirtam!

Pra começar: três filmes bem diferentes e excelentes, todos com cenas de abertura não menos do que inesquecíveis.

Pulp Fiction: assaltos, um bom assunto para o café-da-manhã



O segundo filme de Quentin Tarantino tornou-se simplesmente o filme mais importante da década de 90. E todo o seu espírito e suas virtudes são apresentadas em um preâmbulo interessantíssimo, sem personagens principais e sem relação (aparente) com a trama. Um casal discute, num restaurante - enquanto toma seu café-da-manhã -, sobre suas perspectivas como assaltantes. O risco de levar um tiro, problemas logísticos durante o assalto, o dilema entre tomar a carteira dos clientes ou ficar só com a grana da loja... Tudo é discutido numa tranquilidade, dando o tom da violência banalizada que caracterizaria o filme e um monte de imitações que vieram depois. Os diálogos inspirados de Tarantino estão ali, como a observação da garçonete ("Garçon means boy!"). De repente, eles explodem, numa tempestade de palavrões e armas e baba pulando pra fora das bocas - e entra a abertura, com letras garrafais e o som de Dick Dale anunciando que Tarantino é um cara talentoso e esperto, e que ele estava fazendo história. Sensacional.


Carruagens de Fogo: heroísmo esportivo em escala gigante



É assim que se começa um filme: sem letreiro, nem nada. Uma rápida cena em um funeral. Um velhinho discursa em memória ao amigo que morreu. Ele termina a fala dizendo que se lembra como se fosse ontem de um grupo de jovens, do qual só sobravam ele e mais um vivos - "um formidável grupo de jovens, com sonhos no coração e asas nos calcanhares"... e corta para o tal grupo, correndo na praia - era a delegação de atletismo inglesa, se preparando para as Olimpíadas de 1920. A música de Vangelis irrompe em sua melodia perfeita, enquanto todos os personagens principais são apresentados. Duas consequências históricas: 1) Carruagens de Fogo, a música, tornou-se hino dos jogos olímpicos para sempre; 2) Carruagens de Fogo, o filme, ganhou Oscar de melhor filme em 1981.


Os Goonies: simplesmente a melhor abertura!























Essa, eu fico devendo. Não apareceu uma boa alma para postar a sequência de abertura de Goonies no You Tube. Uma pena, porque é uma aula de cinema: uma única ação - a fuga de uns bandidos da cadeia - serve para apresentar, um a um, todos os personagens principais e secundários da trama, bem como o ambiente onde se passará o filme (uma periferia decadente na California). Créditos, música e contexto - lanchonetes, fliperamas, malhação caseira, aparelhos de som - ajudam a formar um verdadeiro inventário pop dos anos 80.

Para quem nunca assistiu: não desperdice mais um dia de sua vida sem conhecer Os Goonies.

Para quem já viu dezenas de vezes, no cinema, no vídeo-cassete e na Sessão da Tarde: veja novamente e perceba como o filme, além de despertar aquela nostalgia, se revelará cinema de gente grande, com roteiro perfeito, ótimos personagens, edição inacreditável e produção impecável.

Porque fazer filme de matinê já foi atividade muito séria, a cargo de gente muito competente. Ave, Spielberg.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009 - 2 Comentários

Morreu John Hugues.

Quem?




















Conto uma história: um jovem publicitário/escritor de Chicago chega a Hollywood em 1982 e consegue vender um de seus contos para o cinema. Escreve o roteiro e imagina ter um grande sucesso nas mãos: a história da viagem de uma família cruzando o território dos EUA, de costa-a-costa, com coisas bizarras acontecendo ao longo do caminho. O ponto-de-vista adotado era o do filho adolescente. Mas o estúdio havia escolhido Chevy Chase, um dos maiores comediantes da época, para estrelar o filme, e o roteiro foi todo mudado, transferindo o foco para o pai da família.


O filme era Férias Frustradas, que abriu oficialmente a década de 80 como a era da "comédia família". Era o programa perfeito para noites de sábado no sofá, pai, mãe, filhos e cachorro se entupindo de pipoca, assistindo a filmes "para toda a família", naquela incrível invenção que era o vídeo-cassete.



















Chevy Chase e família: programão nos anos 80 era ver Férias Frustradas - e suas continuações - em vídeo...

O jovem roteirista não parou de acreditar no potencial de suas histórias baseadas em adolescentes. Aproveitou o sucesso de Férias Frustradas e se tornou diretor. Escreveu e dirigiu, durante os três anos seguintes, Gatinhas e Gatões, O Clube dos Cinco, Mulher Nota Mil e Curtindo a Vida Adoidado. De quebra, escreveu e produziu A Garota de Rosa-Shocking e Alguém Muito Especial.

Esse foi John Hugues.

Sim, é isso mesmo: todos esses filmes que cansamos de ver na Sessão da Tarde - e que são parte essencial do imaginário pop dos anos 80 - são obra de um único cara, que produziu tudo isso de uma vez!


Veja o trailer de O Clube dos Cinco!

Desnecessário dizer que o homem era um gênio.

Depois de satisfeita sua fase teen, Hugues voltou à comédia familiar e perpetrou outra obra-prima: Antes Só do que Mal Acompanhado, com Steve Martin e John Candy (1987). Arrancou do gordão Candy a melhor atuação da sua vida e fez dele um astro. A parceria entre Hugues e Candy voltou um ano depois, em Quem Vê Cara Não Vê Coração: outro sucesso.
















Steve Martin e John Candy: símbolo de uma geração de comediantes brilhantes que chegava ao auge.

E, em 1990, Hugues fechou a década de 80 escrevendo e produzindo o maior sucesso daquele ano e de sua carreira: Esqueceram de Mim.

Depois disso, ele se isolou em uma fazenda e a última foto que se viu do diretor foi em uma visita ao seu filho, em 2001.

John Hugues morreu ontem, aos 59 anos, de ataque cardíaco. Mas isso é papo chato. Vamos lembrar do que ele nos ensinou, através do herói de uma geração, Ferris Bueller:


Esta é parte da primeira e da segunda cena de Curitndo a Vida Adoidado, de 1986.

Como epitáfio, sugiro a frase abaixo, escrita por Hugues e proferida por Bueller, no início e no final de Curtindo a Vida Adoidado:

A vida passa rápido demais. Se você não parar para dar uma olhada de vez em quando, pode perdê-la.

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sexta-feira, 1 de maio de 2009 - 0 Comentários

Este blogueiro ficará longe da civilização por sete dias. Isso significa que não comentarei a estreia de X-Men Origens: Wolverine, e também outras coisinhas menos importantes que vão estrear.

Na volta, eu corro atrás e comento a nova aventura de Hugh Jackman.

Rápida listinha de filmes que eu gostaria de ver - ou rever - nas férias (eu ando numas de anos 70):

O Cavaleiro Elétrico, com Robert Redford

Três Dias do Condor, thriller classudo e roteiro perfeito, também com Redford. Olha só o trailer:



A Última Sessão de Cinema, com a Cybill Chepard novinha!

American Graffiti, a despedida oficial da juventude, by George Lucas

Barbarella, porque Jane Fonda matando homens com uma vagina dentada não é algo a ser ignorado...

E, no fundo, no fundo, eu gostaria mesmo é de rever aquelas Sessões da Tarde de quando eu tinha 15 anos e muito tempo livre. Sem obviedades na linha Curtindo a Vida Adoidado:

Namorada de Alguel: Patrick Dempsey (de Grey's Anatomy) quer deixar de ser nerd, e a melhor maneira de fazer isso é alugando a gata Cindy Mancini por uns tempos.

Alguém Muito Especial: Eric Stoltz está paradão na Lea Thompson (De Volta para o Futuro), mas Mary Stuart Masterson é a mulher certa. Filme pra menininha, mas OK. É citado no atual Ele Não Está Tão a Fim de Você.

Admiradora Secreta: uma confusão é armada a partir de cartas de amor enviadas para as pessoas erradas. C. Thomas Howell é o herói da fita, com a melhor musa das fitas juvenis dos anos 80: Kelly Preston, atual Sra. John Travolta.

A Primeira Transa de Jonathan: Kelly Preston de novo, como Marylin, a predestinada que tirará o Jonathan do título do zero a zero. Uma trama rock'n'roll, que se passa nos anos 50. Classe A. De onde recupero uma cena essencial, para o filme e para a deturpada formação sexual de uma geração de moleques.



Jonathan fez o que tinha de ser feito. Pelo menos nisso é o que queríamos acreditar.

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008 - 4 Comentários

Está em cartaz As Duas Faces da Lei, policial que reúne os dois grandes atores americanos das últimas décadas: Al Pacino e Robert DeNiro. No filme, eles são policiais durões, mas não chegam a ser exatamente um Capitão Nascimento - e não fazem sombra aos personagens mais célebres da dupla.

Então, esqueçamos a estréia e fiquemos com o que realmente interessa:

1) DeNiro resolve tirar satisfações com ele mesmo, no espelho. "Are you talkin' to me?" - cena clássica de Taxi Driver.


Este é Travis Bickle, o homem que resolveu limpar a "escória" de NYC com as próprias mãos.


2) Al Pacino solta o verbo em Scarface - e apresenta o seu "amiguinho" no final:


Este é Tony Montana, um cara com a sensibilidade à flor da pele.

Esses caras dariam risadas dos tiozinhos policiais de As Duas Faces da Lei.

Por respeito à história da dupla, BLOGIE abre mão de resenhar o novo filme. Mas fica devendo uma lista dos melhores bandidos encarnados pelos parceiros.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008 - 0 Comentários

Entre as bombas que estão estreando, nenhuma é tão roubada quanto Mulheres - O Sexo Forte. O grande chamariz do filme (para as mulheres) é a volta de Meg Ryan, ex-rainha das comédias românticas.

Mas o triste mesmo é ver o estado de Meg, toda retalhada pelas cirurgias plásticas. Veja o estado atual da jovem senhora, em cena do tal filme:















E olha que já rolou um Photoshop...


Bom, mas nem sempre foi assim. E nem sempre ela interpretou a mocinha quase assexuada. Meg Ryan já foi uma gostosa! Se não acredita, cheque a lista desta semana: Meg Ryan, quando valia a pena.


5- Top Gun (1986)














Bronzeada e falante, como a esposa do Goose, o parceiro de vôlei e vôo do Maverick. Participação pequena, mas ela é melhor do que a Kelly McGillys.


4- Viagem Insólita (1987)


No filme de Joe Dante (produzido por Steven Spielberg), Dennis Quaid é o piloto de provas que entra em um experimento fantástico: se miniaturiza e navega dentro do corpo de um homem (no caso, Martin Short). Meg Ryan, ainda de cabelos curtinhos, é a namorada gata que ele tenta reconquistar de dentro do outro... na cena acima, vemos Meg sendo devidamente cortejada por Quaid, que canta um clássico de Sam Cooke.



3- Joe Contra o Vulcão (1990)















Meg Ryan como Angelica (à esq.) e como Patricia (à dir., ao lado de Tom Hanks)


No primeiro dos três filmes que fez com Tom Hanks, em Joe Contra o Vulcão Meg tem três papéis - a secretária sem graça Dee Dee, a problemática Angelica e gata Patricia.

A graça do filme está nela e em Hanks, engraçadíssimo como um sujeito com um péssimo emprego, cansado da vida e que é diagnosticado com uma doença terminal ("nuvens no cérebro"). No final das contas, o casal vai parar em uma ilha habitada por aborígenes que adoram um vulcão. Absurdo, mas engraçado.



2- Harry & Sally (1989)



No filme que a transformou em uma estrela do primeiro escalão de Hollywood (e que serviu de gabartio para todas as comédias românticas que vieram nos dez anos seguintes), ela é Sally Allbright, a mulher que mostra a Billy Cristal como se finge um orgasmo... clique, assista e aprenda.

1- The Doors (1991)











Meg deita e rola com Jim Morrison, digo, Val Kilmer.



No filmaço de Oliver Stone sobre os Doors, Meg é Pamela Courson, a namorada pé-na-jaca do Rei dos Pés-na-Jaca, Jim Morrison. No auge da fama e da beleza, arriscou até um peitinho, em cena onde Morrison manifesta maior afeição por uísque do que por mulher pelada.

OK, não é exatamente um currículo pra fazer frente aos da Charlize Theron (vá ao Arquivo Confidencial), da Kim Basinger (veja a VIP deste mês) ou da Monica Bellucci (VIP do mês passado) - essas encaram toda e qualquer parada -, mas até que está bom para alguém que ostentou o título de "namoradinha da América"...

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