sexta-feira, 30 de outubro de 2009 - 0 Comentários

Neste final-de-semana, dois astros de Lua Nova, o segundo filme da série Crepúsculo, estarão no Brasil para promover o lançamento. Um deles é o índio fortinho que vira lobisomem - alguém cujo nome, sinceramente, não interessa a mim ou ao amigo leitor. Mas a outra pessoa é aquela coisinha linda chamada Kristen Stewart, a Bella Swan da série.


















Bem, este blogueiro obteve a oportunidade de ir até o hotel onde acontecerá a entrevista coletiva. Mas, devido a compromissos familiares inadiáveis em um feriadão como este de Finados, terei que passar. Com isso, o leitor não verá no BLOGIE nenhuma entrevista ou novidade sobre a pequena.


Talvez seja melhor assim. No material, uma série de restrições são impostas. Não se pode fazer perguntas sobre o próximo filme da série, Eclipse. Não é permitida nenhuma pergunta pessoal, seja sobre intimidades, seja sobre opiniões. Só vale perguntas estritamente relacionadas ao filme Lua Nova.

OK, sabemos que isso é padrão nesse tipo de entrevista. Mas a entrevista que não acontecerá, com as três perguntas que eu gostaria de ver Kristen Stewart responder, está aí:

1- Kristen, bom dia. Em Crepúsculo, assistimos ao seu surgimento como uma mulher muito sexy, ainda que não consciente do seu potencial. Vendo algumas cenas de Lua Nova, vejo uma lenga-lenga sobre depressão e muitas cenas de ação com lobisomens, sem o resultado sedutor do primeiro filme. Seria o caso de, tal qual as ninfetas do Nabokov, você ter perdido a graça depois da puberdade?


2- Minha querida, por que você morde o beiço inferior com tanta recorrência? É tique ou é estratagema para parecer mais sexy?


Coletânea de cenas de Kristen mordendo seu beiço inferior.


3- Por favor, você vai ao programa do David Letterman novamente? Por favor, diga que vai, por favor...


A pobre Kristen, dando show de nervosismo e falta de senso de humor no David Letterman.


Bom, vamos parar de pegar no pé da menina. Ela faz um ótimo trabalho. Carregar nas costas uma série dessas não é mole.

Lua Nova estreia em 20 de novembro.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

sexta-feira, 23 de outubro de 2009 - 5 Comentários

Para os paulistanos, o programa desta sexta-feira já tem endereço. É a Mostra de SP. O difícil vai ser arrumar ingresso - tem que ser rápido no gatilho!

São duas opções:

1) Abraços Partidos, o novo filme de Pedro Almodóvar, com Penélope Cruz. Ao que dizem, é  um filme menos expansivo do que os outros do diretor espanhol (que tem o costume de deixar seus personagens com emoções à flor da pele). Desta vez, a coisa é mais contida. E diz que Penélope está mais linda do que nunca (por exemplo, ela aparece loira, como na foto abaixo, e de muitas outras maneiras), no papel de uma atriz por quem um diretor de cinema se apaixona. Onde e quando: Espaço Unibanco Augusta, 23:10.



2) 500 Dias Com Ela, a grande surpresa do verão americano. Trata-se de uma comédia romântica que trata daquela coisa toda: um rapaz conhece a garota; a garota dá bola pro rapaz; eles brigam, mas ficam juntos. Segundo o trailer oficial, o filme trata não dessas coisas, mas de tudo que vem no meio desses eventos - e que os outros filmes não mostram. O filme é levemente amargo, pois se sabe, de cara, que não há final feliz. Sabe-se que o cara é um mané, e que a mulher é uma maravilhosa - Zooey Deschanel  (foto), dizer mais o quê? - e que o cara vai ser feito de gato e sapato, como o Fynn de Grandes Esperanças... Onde e quando: HSBC Belas Artes, 23:00.
















Para quem perder, vale dizer que esses filmes serão exibidos em mais quatro dias. Aproveite!

Marcadores: , , , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 14 de outubro de 2009 - 3 Comentários

Durante a semana passada, a Forbes deu uma notícia curiosa: dentre todas as estrelas de Hollywood, a que dá mais retorno financeiro para os estúdios não é Angelina Jolie, Nicole Kidman ou Scarlett Johansson, mas sim a australiana - e agora quarentona - Naomi Watts.

























Naomi Watts: quem não investiria nela?

A conta é a seguinte: pegaram a bilheteria total dos filmes em que as moças atuaram e dividiram pelo cachê de cada uma. E Naomi venceu, ao pagar aos empregadores US$ 41 milhões pra cada milhão recebido.

Avaliação do BLOGIE: justo, justíssimo. Naomi é linda, talentosa e séria como atriz. Protagoniza dramalhões (21 gramas), thrillers (Trama Internacional) e blockbusters de ação (King Kong) e de terror (O Chamado). De vez em quando, privilegia filmes de autor, como o cult Cidade dos Sonhos, do David Lynch. No ano que vem, estará no novo filme do Woody Allen.
















Em Cidade dos Sonhos, Naomi embarca na viagem de David Lynch - e deixa pelo menos uma cena na história do cinema...

Quer dizer: Angelina Jolie emagrece, adota pencas de filhos, rouba o marido da Jennifer Aniston, representa a Unicef, causa confusões, se tatua e tudo mais, mas, no fim das contas, ela deveria é estar estudando uns roteiros e escolhendo bons filmes pra fazer. Sua decantada atuação em A Troca, do Clint Eastwood, é a única coisa digna de nota que ela fez desde Garota, Interrompida - e, mesmo assim, não é grande coisa.

Veja a lista das estrelas que dão grana pros estúdios:

1- Naomi Watts (O Chamado, King Kong, 21 Gramas)

2- Jennifer Connelly (Uma Mente Brilhante, Hulk, Diamante de Sangue, Ele Não Está Tão a Fim de Você - aliás, depois de ter sido musa teen, que grande carreira Jennifer tem feito nesta década!)

3- Rachel McAdams (Diário de uma Paixão, Penetras Bons de Bico, Meninas Malvadas - uma surpresa, não? Mas a moça é talentosa e muito bonita, merece um ingresso sério no primeiro escalão de Hollywood...)

4- Natalie Portman (série Star Wars, Closer - Perto Demais  e poucos outros filmes: Natalie escolhe a dedo seus projetos, faz filmes independentes por dinheiro de pinga e evita a superexposição. Seu papel de Rainha Amidala a garante na lista.)

5- Meryll Streep (graças a Mamma Mia! e O Diabo Veste Prada, e sem perder a mão de grande atriz, como mostram Dúvida e tantos outros...)

Depois, vêm Jennifer Aniston, Halle Berry, Cate Blanchett, Anne Hathaway e Hillary Swank.

Nem sinal de Scarlett e Angelina.

Tem gente se atribuindo um preço muito alto para o que entrega.

Quanto a mim, nem preciso mentir. Já escrevi no BLOGIE várias vezes que considero Naomi Watts a atriz que está no "ponto ótimo" (maturidade, talento e beleza). A aposta mais segura que posso fazer é que ela ganhará um Oscar dentro dos próximos três anos (já deveria ter levado o seu por 21 Gramas).

Minhas outras apostas pessoais são Natalie Portman e Scarlett Johansson. Tirando o preço alto e a falta de medo de se expor da loira, ela é sempre uma atração e, hoje, é provavelmente a maior estrela do cinema. Natalie cuida melhor da carreira, é mais seletiva, mas ainda vai fazer bastante barulho. O destino de ambas é serem ícones complementares de uma era, como foram Marylin Monroe e Audrey Hepburn nos anos 50.

Marcadores: , , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

sexta-feira, 2 de outubro de 2009 - 2 Comentários

Entre as estrieas dessa sexta-feira, temos o brasileiro Salve Geral (que faz aquela embolada sócio-ideológica pró-ladrão em cima do dia em que o PCC parou São Paulo) e mais umas coisinhas... e tem Terror na Antártida, filme de suspense policial que só tem levado pau da crítica, e que não deve arrebatar lá muito público.

Sinceramente, não sei muito sobre o filme, mas garanto que vou assisti-lo. A razão é uma só, e suficiente: Kate Beckinsale.

























Kate Beckinsale, uma inglesinha linda, já fez a esposinha pra lá de interessante de Adam Sandler na comédia familiar Click. Já foi a enfermeira sexy que causou briga entre os amigos Josh Hartnet e Ben Afleck na bomba Pearl Harbor. Já foi heroína de filme de ação. E já fez o papel de Ava Gardner, a mulher que Billy Wilder definiu como "o animal mais belo que já existiu", em O Aviador, do Martin Scorsese.

Resumindo: é uma gata. E tem talento, pois enfeita qualquer tipo de filme.

Ela traz aquela qualidade que é sempre bem-vinda em atrizes tão privilegiadas pela natureza: não tem medo de tirar a roupa.

Diz que, logo na primeira cena de Terror na Antártida, a moça já aparece pelada. Bom, muito bom. Ela também tira a roupa em Laurel Canyon (2003) e em dois filmes inéditos ou "secretos" por aqui:  Uncovered e Haunted.



Mas o meu momento preferido de Kate Beckinsale é mais comportado: a comédia romântica Escrito nas Estrelas, em que ela faz par com John Cusack, é uma das coisas mais agradáveis de se assistir dos últimos anos.


















Eles se conhecem em Nova Iorque, em uma cena muito interessante. Eles patinam no Rockefeller Center, enquanto conversam rapidamente sobre preferências. O filme preferido dele: Rebeldia Indomável, com Paul Newman. Palavra preferida dela: "serendipity" (que é o nome original do filme). E por aí vai. Daí entra num lance de ela fugir do cara, acreditando que o destino vai fazer seu trabalho, enquanto ele corre contra o relógio (tem casamento marcado com uma zinha sem graça) para reencontrar Kate.

Enfim, aquele filme de mulherzinha regular. Mas, juro, não faz mal nenhum passar duas horas assistindo Kate Beckinsale sorrindo, falando, chorando, se atrapalhando. É até reconfortante.

Veja se estou mentindo:


Algumas cenas de Escrito nas Estrelas, com Kate Beckinsale e John Cusack.

Agradável, não?

Por essas e outras, lá vamos nós encarar mais uma estreia no cinema.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

terça-feira, 18 de agosto de 2009 - 5 Comentários

O site Mr. Skin é uma referência em matéria de atrizes peladas. Ele traz como missão localizar, divulgar e analisar cenas em que há nudez feminina. E o faz com humor e muita ironia, fugindo do padrão pornô-seeker que infesta a web.

A última do Mr. Skin é uma lista com as 100 Melhores Cenas de Nudez do cinema.

BLOGIE analisou a lista - que é boa -, e mostra abaixo as suas preferidas. Comente!


94- Mischa Barton em Um Amor para Toda a Vida















O filme é fraquinho, mas Mischa dá show ao chamar a responsa e pegar o rapaz à luz do dia!


64- Naomi Watts e Laura Harring em Cidade dos Sonhos














Muito já se falou sobre as cenas da loira e da morena se pegando na cama e no sofá. Mas até agora ninguém conseguiu explicar o que significa o filme do pirado David Lynch...


50- Jennifer Aniston em Separados pelo Casamento




















Para chamar a atenção do maridão ocupado com esporte na TV e video-game, Jennifer apela para a já clássica brazilian wax, e desfila peladinha para delírio da torcida.


39- Cybill Shepherd em A Última Sessão de Cinema















De tão a fim de provar que é malandrinha e sair logo do zero a zero, a virginal Cybill resolve encarar uma festinha desinibida na piscina de um ricaço.


25- Kim Basinger em 9 e 1/2 Semanas de Amor




















Clássico absoluto do pornô-soft, 9 Semanas e 1/2 continua surpreendendo por duas coisas: 1) pela pretensa aura cool a que aspirava, revelando-se hoje pura breguice; e 2) pela beleza de Kim Basinger, em cenas pra lá de generosas na mesa, no chão da cozinha, na cama, na sacada, no metrô... não é de se admirar que Mickey Rourke tenha se tornado um pervertido.


13- Monica Bellucci em Malena













Monica Bellucci entra para a história como Malena, a mulher mais bonita da Itália em guerra. Dali para a frente, ela seria sinônimo de mulher muito, mas muito gostosa. O moleque da foto pode atestar.


20- Jennifer Connelly em Um Local Muito Quente




















Que Jennifer Connelly foi a ninfeta nº 1 dos anos 80, todos sabem. Ela enfeita Labirinto, Rocketeer e várias outras fantasias juvenis. O que poucos conhecem é Um Lugar Muito Quente, um filmeco vagabundo onde, sem razão aparente, Jennifer e uma amiga passam muito tempo pegando uma cor peladas...


13- Shanon Elizabeth em American Pie




















American Pie não tem nada de mau. O filme é engraçado, traz uns comediantes talentosos (o abobalhado Jim e o escroque Stiffler) e, cereja do bolo, tem Shanon Elizabeth como a intercambista húngara que quer transar de qualquer jeito com Jim. Perfeitamente normal, diria o pai dele.


9- Alyssa Milano em O Abraço do Vampiro






















Alyssa teve seu momento, em meados dos anos 90. Toda santinha, estilo "menina da Capricho", era o sonho de consumo da molecada. Do nada, quis provar que era atriz de verdade se metendo em um filme horrível que tinha vampiro no meio, cujo único objetivo era exibir a bobinha pelada. Hoje, é sucesso nos downloads da vida.


8- Eva Green em Os Sonhadores












O fato de Os Sonhadores, do Bertolucci, ser um bom filme, é até esquecido. Se ele é lembrado, é por ter revelado em grande estilo Eva Green, a mulher que quase fez James Bond virar um babaca. Aqui, ela inebria os sentidos do irmão e de um estudante americano.


6- Kelly Preston em A Primeira Transa de Johnathan













Hoje famosa por ser esposa do John Travolta, Kelly foi musa teen nos anos 80. Esta comédia - com o clássico tema do moleque empenhado em perder a virgindade - era até acima da média. Aliás, como Kelly estava acima da média da mulherada de peito caído que populava os Porky's da vida...


1- Phoebe Cates em Picardias Estudantis
















Digam o que quiserem. Eu concordo com o Mr. Skin: a fantasia definitiva do cinema é Phoebe Cates emergindo da piscina e andando em direção à câmera, uma névoa fina de água caindo em volta dela, as mãos agindo rapidamente ao tirar a parte de cima do biquíni vermelho. A cena dura pouco, mas o suficiente para o irmão mais velho de sua amiga prestar uma homenagem infame.

A lenda garante que as cópias de VHS do filme nos EUA tiveram que ser recolhidas, pois ficavam estragadas com tantas rebobinadas rápidas e repetições em slow-motion...

Confesso que, lá pelos idos de 1990, tive o prazer de estragar minha própria fita gravada em EP. Fico tranquilo em saber que as novas tecnologias estão aí para guardar o nobre legado de Phoebe.

P.S.: para ver a lista completa, vá ao Mr. Skin: http://www.mrskin.com/top100#10-1.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 30 de julho de 2009 - 6 Comentários

Na VIP deste mês, que acaba de chegar às bancas, você encontra uma matéria que traz as melhores cenas de sexo do cinema. O autor da matéria, Carlos Messias, entrevistou uma turma que entende do assunto: diretores de cinema como Bruno Barreto e Zé do Caixão, produtores da indústria pornô nacional e críticos de cinema de maior ou menor credibilidade (Sérgio Rizzo, da Folha de São Paulo, representa o primeiro grupo; este blogueiro segura orgulhosamente a bandeira do segundo). Essa turma votou e acabou elegendo clássicos do cinema sério com sacanagem, como O Império dos Sentidos e O Último Tango em Paris, entre outros.

Os filmes em que votei aparecem na matéria (fico feliz que meus votos tenham dado espaço nela para dois dos filmes!) que, no mais, ficou ótima. Compre o seu exemplar e confira!

Aproveitando, BLOGIE comenta os filmes que fornecem as suas cenas de sexo preferidas.

Cinema e sexo: uma reflexão rapidinha

Arte e sexo sempre conviveram no cinema, mas raramente há equilíbrio nessa relação. Quando a sacanagem é boa, o filme deixa a desejar; quando o diretor tem uma verdadeira obra-de-arte nas mãos, ele acaba afinando e amenizando as cenas de sexo, deixando aquela sensação de coitus interruptus.

Assim, as melhores cenas de sexo do cinema vêm de poucos e bons filmes, que vão do gênero pornô soft (aquele esquema Cine Privê, da Band) ao filme de arte, passando, é claro, pelo filme de sacanagem escancarada.

Aqui estão as eleitas do BLOGIE:


5- Nove Canções:















A história de amor entre um jovem inglês e uma estudante americana fez muito barulho pelas cenas de sexo explícito (foi o primeiro filme com cenas desse tipo a conseguir o certificado de exibição no circuito de cinema "normal" na Inglaterra), mas é um ótimo filme. A cena de sexo oral transborda sinceridade, parecendo muito mais real do que a coisa coreografada e sem graça de Brown Bunny, por exemplo. E, tudo isso, com trilha sonora de luxo: Primal Scream, Franz Ferdinand e outras bandas acompanham o rala-e-rola do casal. Curiosidade: a atriz Margot Stilley tentou usar um nome alternativo para não ficar marcada pelo filme, mas não teve jeito.


4- Deite Comigo:

Esse filme canadense (Lie With Me, no original) promete um Cine Privê e entrega muito mais do que isso. A atriz Laura Lee Smith faz um belo e desinibido trabalho. É o melhor representante da escola pornô soft, que traz representantes notáveis como Nove e Semanas e Meia de Amor, Corpo em Evidência e O Abraço do Vampiro, que cumpriram gloriosamente a tarefa de fazer Kim Basinger, Madonna e Alyssa Mylano tirarem a roupa.


3- Ata-Me:














Não há sexo explícito nesse grande filme de Pedro Almodóvar, mas Victoria Abril e Antonio Banderas passaram bem perto disso em três intensos minutos de sacanagem. Banderas é o fã obcecado que sequestra sua atriz pornô favorita (Abril) com o objetivo de fazê-la se apaixonar por ele. Depois de muito esforço e humilhação, ele é recompensado. E o espectador também.


2- Rio Babilônia:




















Um clássico formador da juventude brasileira, desde 1982. O filme bandido de Neville D'Almeida é impregnado de suor, cerveja e cocaína. E sexo. A montanha russa que passeia pelos morros, praias, festas e roubadas do Rio termina em grande estilo na piscina do casal milionário que promove um sexo a três com um estranho que acabara de conhecê-los. Denise Dumont, símbolo daqueles tempos de sexo livre e descompromissado, protagoniza a infame cena, durante a qual a coisa de fato esquentou e, como pode ser visto na tela, o ator Joel Barcelos não resistiu à visão da moça caindo de boca em Pedrinho Aguinaga e aproveitou para se divertir de verdade. Nenhum dos atores envolvidos nega o incidente.


1- New Wave Hookers:

























Filme de sexo bom ainda é o pornozão declarado. E o melhor de todos é o lendário New Wave Hookers, com as duas grandes estrelas pornô dos anos 80, Ginger Lynn e Traci Lords. Traci, descobriu-se depois, era menor de idade quando das filmagens, e o filme foi banido nos EUA e outros países (entre eles, o Brasil). Depois, foi relançado, sem as cenas com a musa. Hoje, para encontrar uma cópia do original em DVD, só no Canadá, que preferiu preservar o legado de Traci, caracterizada como o Demônio em lingerie vermelha, mandando ver.

Marcadores: , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

segunda-feira, 20 de julho de 2009 - 2 Comentários

Uma das atrizes mais interessantes, bonitas e malucas do momento é Evan Rachel Wood.
























Reconhece? É aquela menina revelada em Aos Treze, como a pré-adolescente que, sob as piores influências e uma certa falta de noção da mãe, acaba virando uma depravada barra-pesada. Um filmaço.

Mais tarde, ela foi se tornando moça, aparecendo em uns filmes independentes, e aí estrelou aquele vídeo-clipe maneiro do Green Day, When September Ends, no qual ela é a namorada do soldado Jamie Bell (outro astro pré-adolescente crescido: é o menino de Billy Elliot), que foi pra guerra e todos ficam tristes com o amor juvenil interrompido. Na época, os dois atores engataram um namoro.

E aí veio Across the Universe, aquele filme cheio de músicas dos Beatles, e ela é a Lucy, e ela canta lindamente, e é linda, e dorme pelada no sofá, enquanto o ator Jim Sturgess, tão deleitado quanto nós, canta Something, do George Harrison. Com coro deste lado da tela. Muito apropriado: Harrison, que escreveu a canção para outra loira maravilhosa (Pattie Boyd, musa também de Eric Clapton em Layla e Wonderful Tonight), certamente aprovaria.


Veja Evan cantando If I Fell, dos Beatles, em Across the Universe!

A partir daí, as atenções do mundo se viraram para a moça, que tem alto potencial de se tornar "a próxima grande estrela".

Contra isso, apenas o fato de que ela é uma notória maluca, dessas atrizes que sentem a necessidade de engatar um papo-cabeça sobre "a integridade da arte" ou algo que o valha, e que acha que namorar um cara bem escroto, tipo o Marylin Manson, é algo que "acrescenta", assim, como se fosse verbo intransitivo.
























Um estranho casal: Rachel Wood e Manson

É verdade: ela manteve um romance (?) de dois anos com o bizarro roqueiro, cujo maior feito foi ter supostamente retirado duas costelas para conseguir praticar sexo oral consigo mesmo. No mais, estrelou um vídeo-clipe de Manson, Heart-Shaped Glasses, no qual há uma cena de sexo que, diz a lenda, foi de verdade.

Essa tendência não é de todo ruim: de um certo modo, faz a loirinha ficar seletiva, e ela acaba entrando em bons filmes, como Correndo com Tesouras, um estranhíssimo filme sobre uma escritora frustrada (Annete Benning) que se submete ao mundo do seu analista, um cara muito mais louco do que ela. Wood é uma das filhas do tal analista e, como todo o resto da família, é doida de pedra.
















Correndo com Tesouras: os Excêntricos Tenembaun parece a Família Dó-Ré-Mi perto destes...

Ainda na linha "filmes independentes", ela mandou uma bola dentro como a filha lésbica (e morena, pra dar uma variada) de Mickey Rourke em O Lutador (que, na minha opinião, foi o melhor filme do ano passado). A propósito: a partir daí, a mocinha engatou uma relação com o seu pai na tela, o ex-galã e notório encrenqueiro Rourke. Prevejo uma vida dura para a garota.

Aos 22 anos, o próximo grande passo na carreira de Wood está dado: ela está entrando em cartaz nos EUA no novo filme do Woody Allen, Whatever Works, com o criador de Seinfeld, Larry David. Este faz o comediante entediado que se envolve com uma moça mais nova (adivinhe quem). É uma situação parecida com a de outro filme de Allen, Manhattan, onde o próprio diretor era o comediante entediado, vivendo um romance com Mariel Hemingway (neta do escritor). Para mim, é o filme mais esperado do ano (todo ano falo isso do filme que, infalivelmente, Woody Allen acaba lançando - e é sempre sincero).


Veja o trailer da nova comédia de Woody Allen, com Larry David e Evan Rachel Wood (estreia prevista só para o final do ano...)

Tudo isso porque a HBO exibe hoje dois filmes com Evan Rachel Wood, na sequência: Across the Universe, às 15:20, e Correndo com Tesouras, às 17:45. Sim, em horário de vagabundo, fazer o quê? Se você estiver de férias ou "between jobs", assista por mim.

Se estiver na labuta, lembre-se que a HBO 2 exibe a mesma programação com três horas de defasagem: assim, terem os Across the Universe às 18:20 e Correndo com Tesouras às 20:45. Bem melhor, não?

Vale assistir. Os dois filmes são bons, e em ambos Evan Rachel Wood está no ápice da sua beleza. Não dá pra ficar melhor.


OK, vai: vamos dividir o pão. A foto abaixo é da tal cena de Something, em Across the Universe, e já está guardada para o Arquivo Confidencial de Evan, que está sendo pacientemente preparado.











Ainda nesta semana, aqui no BLOGIE: Robert DeNiro faz teste (e é reprovado) para O Poderoso Chefão; DVDs imperdíveis do rock; e a estreia da semana, Inimigos Públicos, com Johnny Depp.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 16 de julho de 2009 - 8 Comentários

Um tesouro meio escondido: A Última Sessão de Cinema, de Peter Bodganovich. É um dos menos badalados dos grandes filmes dos anos 70 mas, ao mesmo tempo, um dos mais importantes. Ele permanece como uma das obras mais sensíveis sobre o que era ser jovem nos EUA do pós-guerra.

Alugue. Compre o DVD. Faça alguma coisa, mas não deixe de ver esta obra-prima.


Trailer de A Última Sessão de Cinema.



Estamos, adequadamente em branco-e-preto e ao som de vitrolas cheias de ruído que tocam o country de Hank Williams, em uma cidadezinha do Texas, em 1951. Jovens aproveitam os meses finais de colégio, jogando no time de futebol americano, vagando pela rua, indo ao cinema e tentando transar com suas namoradas.

Daí até o final do filme, exatamente um ano depois, veremos que não havia direito à adolescência ou juventude na geração que precedeu os baby-boomers: os ritos de passagem acabavam passando pela constatação da falta de perspectivas e da entrada em um ciclo de repetição e sufocamento dentro da cidadezinha empoeirada. O sexo, que deveria ser algo libertário e novo, apresenta-se como algo frustrante e sujo, trazido por intermediários adultos - o sócio do pai da menina, a prostituta gorda, a esposa do treinador do rapaz...

Os dois principais personagens são dois rapazes, Sonny e Duane (Thimothy Buttons e Jeff Bridges, perfeitos), que têm a amizade abalada pelo fato de que ambos estão apaixonados pela mesma garota - Jacy, a menina rica e linda, tão desorientada e sem perspectivas quanto os outros. Cybill Shepherd interpreta Jacy, numa escolha inacreditavelmente feliz - pois só ela mesmo, com sua beleza fria e irretocável, conseguiria fazer contraponto a tanta feiúra e mesmice.



















Cybill Chepherd: mais de dez anos antes de A Gata e o Rato, ela já dava show no cinema. Você não quer perder isso. Mesmo.

Mais sobre o filme, não vale a pena falar. Basta dizer que é um filme triste e bonito, que injeta a angústia de ser jovem em quem o assiste. E que se deve comemorar o Big Bang da adolescência, que viria alguns anos depois, com a invenção do rock'n'roll e dos filmes do James Dean, com a chegada dos Beatles, e com a popularização da universidade. Todos ganhamos mais uns anos pra errar por aí, mas a principal mudança foi outra: ao contrário dos jovens de A Última Sessão de Cinema, que queriam queimar logo as etapas juvenis e entender logo o papel que lhes caberia no mundo, adquirimos o gosto por curtir os anos de transição, cumprindo os ritos com gente da mesma idade, celebrando nossa cabeça vazia ou nossas dúvidas.

E, se nada disso lhe interessar e se o filme não lhe servir para mais nada, pelo menos servirá pela visão de Cybill Shepherd, novinha, ora com roupa, ora sem roupa, se empenhando para perder a virgindade ao longo de duas horas.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 9 de julho de 2009 - 0 Comentários

Pra quem duvidava do fato irrefutável de que Suzanna Hoffs, cantora e guitarrista dos Bangles, era a maior gata da década de 80, BLOGIE garimpou uma cena do único filme estrelado pela moça, em 1987: The Allnighter. (Sim, até filme, ela fez, tá vendo?)



O filme é uma droga? É. A cena se parece com um daqueles quadros de strip-tease light do Sexytime? Parece. A molecada nos anos 80 se preocupou com esse detalhes?

Claro que não.

Com isso, encerro meu caso sobre Suzanna Hoffs. Há outras obsessões a serem expostas.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 2 de julho de 2009 - 2 Comentários

Ontem, falei sobre o filme libanês Caramelo, escrito, dirigido e estrelado pela gata Nadine Labaki.

Pois bem, constatei que, depois de ter visto o filme, passei dias cantarolando, no carro, a música Eternal Flame, hit meio cafona dos anos 80, balada certa nos bailinhos de vassoura que rolavam nos andares de prédio e nas festas improvisadas nas garagens do bairro.

E o que uma baladinha esquecida tem a ver com filme libanês?

A resposta: tudo. Constatei que a tal da Nadine Labaki me lembra muito a Suzanna Hoffs, cantora e guitarrista da banda The Bangles, autora de Eternal Flame.

Suzanna Hoffs era tão gata, mas tão gata, que mexeu seriamente no meu senso de julgamento: desde o final da década de 80, considero Eternal Flame uma canção tão boa quanto Yesterday, dos Beatles. Gosto da melodia, da letra, do refrão, das vozes de fundo, está tudo certinho na gravação das moças.

Exagero? Então dá uma olhada no vídeo-clipe da música, com Suzanna Hoffs e seus enormes olhos castanhos no centro das atenções.


Seja amigo: diga se o blogueiro tem razão ou se é tara juvenil!

Outro dia, vi Suzanna Hoffs em um desses documentários nostálgicos da VH1, e ela continua uma mulher muito bonita e sexy. Esse é o tipo de banda que valeria uma reunião caça-níqueis, e não Kiss com os caras gordos, Doors sem Jim Morrison, Queen sem Freddie Mercury...

Esta conversa meio que inaugura uma nova seção no BLOGIE: de vez em quando, vou lembrar alguma mulher do cinema (ou das imediações) que não pode ser esquecida de jeito nenhum. Mande sua sugestão!

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

terça-feira, 30 de junho de 2009 - 3 Comentários

A moça abaixo é libanesa e, como a foto comprova, merece ter seu nome conhecido: Nadine Labaki.



















Mas não é só pela "lataria caprichada" que ela merece aparecer por aqui. Nadine é estrela de cinema, e está em cartaz em um filme que atravessou muitas fronteiras e conseguiu fazer sucesso no mundo todo: Caramelo, em cartaz nos Espaços Unibanco da vida.



Não é só isso: ela é a autora do roteiro e dirige o filme!


Nota mil pra moça, porque o filme é bom.


Não vou gastar muita tinta falando dele, porque é um filme escancaradamente "de mulherzinha": Nadine divide a tela com três outras mulheres, as quatro enfiadas dentro de um salão de beleza, onde elas discutem e vivem seus dramas pessoais - o amante casado, a virgindade perdida com um cara que não é o noivo (um problema por aqueles lados), a paixão não declarada de outra por uma mulher, o envelhecimento... cada uma tem seu problema, e as outras oferecem ouvido e braços para ajudar a amiga.


No fim das contas, o saldo é positivo, nem que seja pela presença da autora ao longo do filme, preparando seu caramelo usado para depilar as clientes, com um certo tesão masoquista.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

sexta-feira, 26 de junho de 2009 - 0 Comentários
























... Se é que você me entende.

Falando mais ou menos sério: há uma parcela considerável (e respeitável) da humanidade que realmente não quer saber da série Transformers, e que gostaria muito que o seu realizador, Michael Bay, tivesse encontrado emprego mais rentável do que diretor de mega-sucessos de ação, preservando assim o mundo de bombas como Armageddon, The Rock e Pearl Harbor.

Mas, sabe de uma coisa?, outro dia eu estava no Cine Belas Artes, aqui em São Paulo, vendo o sensacional Apenas o Fim e, lá pelas tantas, o protagonista - um estudante de cinema que, claramente, não é um idiota - afirma preferir Transformers a toda a filmografia do Goddard. E justifica: "o que pode ser mais legal do que carros normais que se transformam em monstros gigantes?"

Como não sei responder a esta pergunta, e como não dá pra ignorar essas fotos da Megan Fox que ficam atordoando a gente, vou me misturar à molecada na fila de um cinema de tela bem grande e som bem barulhento para curtir Transformers - A Vingança dos Derrotados. Pipoca grande e Coca de um litro para acompanhar.

Porque cinema também é isso.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 25 de junho de 2009 - 0 Comentários

Outro dia, em um post sobre a comédia Sim, Senhor, com Jim Carrey, falei que Zooey Deschanel é a próxima grande estrela de Hollywood.

Explico melhor: o nascimento cinematográfico dessa morena de olhos azuis gigantes se deu em Quase Famosos, o grande filme de Cameron Crowe sobre o menino de quinze anos que vira jornalista musical nos anos 70. Zooey é a irmã do menino, e fica grudado na memória o plano em que ela, ao sair de casa para ser aeromoça, se despede do irmão, aproximando-se dele de maneira assustada e assustadora e lhe confia seu maior segredo e tesouro: a coleção de discos (Tommy, do Who, Led Zeppelin II, Simon & Garfunkel e outros clássicos).















Quase Famosos: graças a essa confidência, o moleque viajou com o Led Zeppelin e perdeu a virgindade com um bando de groupies gostosas...


Depois disso, Zooey fez um monte de filmes, estrelou aquela bomba Fim dos Tempos, do Shyamalan, umas pontas aqui e ali. Mas mais importante do que isso foi o lançamento de sua carreira como cantora, na dupla She & Him. Trata-se de um dupla folk indie (ah, esses rótulos) muito, mas muito boa. Ela canta bem, as canções são boas, o disco é uma delícia. E o visual escolhido por ela e seu parceiro é vintage total, parecem saídos do meio dos anos 60.

Veja a moça em ação, cantando You Really Got a Hold On Me, dos Beatles:



Essa persona meio artista-nem-aí-com-nada foi adotada para dar um brilho na comédia do Jim Carrey. Ali, ela é ela mesma. Canta, anda com roupas sessentistas, brinca de maneira despretensiosa com suas inclinações artísticas. E é apaixonante.

A partir daí, a aposta é óbvia e está feita: ela será uma estrela.

A comédia romântica do momento, nos EUA, é 500 Days of Summer, estrelada por ela e Joseph Gordon-Levitt. A previsão de estreia por aqui é só em novembro, veja só que tristeza. Mas já vale conferir o trailer, que promete um filme muito bacana:


Só a primeira conversa, no elevador, quando ela cantarola Smiths meio desafinada, vale o filme.

Que tal? Convenci alguém?

Se não, que a moçada fique tranquila, pois a estrela do momento está chegando num cinema perto de você: Megan Fox, a atual detentora do título de mulher mais sexy do cinema, dá bom motivo para ver Transformers 2, que já estreou nesta quarta-feira. Aguarde comentário aqui no BLOGIE.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 17 de junho de 2009 - 4 Comentários

Entre os últimos lançamentos em DVD, encontramos a comédia Sim, Senhor, com o Jim Carrey.

O filme é legal: Jim Carrey está engraçado e alucinado, como nos seus melhores momentos, e ainda temos a gracinha Zooey Deschanel, atriz carismática e charmosa e cantora talentosa. Tudo certo.
















Zooey: ela canta, atua e faz graça. Mas basta existir...

Pra melhorar, só mesmo uma trilha sonora matadora. E é o que o filme entrega, logo na sua cena de abertura: a música é Separate Ways, do Journey, uma das grandes bandas americanas dos anos 80. Uma paulada, que é recuperada no clímax do filme, uma hora e meia mais tarde.

Veja o Journey tocando Separate Ways ao vivo, em 1983, no Japão. Coisa linda. As cordas vocais privilegiadas que você ouve são de Steve Perry, provavelmente o melhor cantor que já se juntou a uma banda de rock.


Viva os anos 80: Journey chutando rabos no Japão.

De resto, se você ainda não viu Sim, Senhor, não perca a oportunidade: alugue o filme e se divirta.

Fico devendo dois posts: um, com o melhor de Jim Carrey, e outro, sobre a Zooey Deschanel, a próxima grande estrela de Hollywood. Pelo menos na vontade deste blogueiro.

Marcadores: , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 10 de junho de 2009 - 3 Comentários

Boa opção para o dia dos namorados no cinema: Duplicidade, com Julia Roberts e Clive Owen - um casal que já provou dar liga em Closer - Perto Demais.

O filme foi escrito e dirigido por Tony Gilroy, o homem por trás do ótimo Conduta de Risco (aquele filme com o George Clooney, que foi indicado para um monte de Oscars no ano passado). Em comum, a trama rocambolesca envolvendo industriais poderosos, os diálogos espertos e o gosto por um estilo pós-007. De diferente, o senso de humor e a tensão sexual entre os protagonistas. O resultado é bem positivo: não é algo que vá mudar a história do cinema, mas é um produto muito bem acabado e agradável. Em suma, seu dinheiro será bem gasto.
















Pelo menos uma sequência é sensacional: a abertura, com os ótimos coadjuvantes Tom Wilkinson e Paul Giamati brigando num aeroporto. Eles são os donos de duas mega-corporações da indústria de bens de consumo, e brigam por segredos industriais e pela vaidade em humilhar o outro. A cena não tem som; apenas mostra os dois discutindo, depois se agarrando e rolando pelo chão, tudo em câmera lenta, sob os olhares atônitos de seus aspones. É simplesmente genial, funcionando como ótima abertura e, ao mesmo tempo, apresentando o conflito que é o pano de fundo da trama.

O rolo é o seguinte: Clive Owen é um ex-agente da MI6 (serviço secreto britânico); Julia Roberts, ex-agente da CIA. Eles tiveram um affair no passado e, hoje, por uma coincidência que dá pulgas atrás da orelha, se veem frente a frente, um trabalhando para a empresa de Wilkinson, o outro para a de Giamatti. O trabalho de Owen é roubar uma fórmula de um produto revolucionário que Julia tem a missão de defender. Veja o trailer:





Mais importante - e mais divertido - do que essa bagunça são os deliciosos flashbacks que mostram a evolução do relacionamento do casal entre quatro paredes, sempre passando por cenários luxuosos em Dubai, Roma, Paris e Miami.

Julia Roberts, aos 41 anos, está menos exuberante, com uma atuação bem mais contida, mas ninguém impediria que ela soltasse aquela risada enorme, toda dentes e espontaneidade, que é sua marca registrada. Ela veio com uns quinze minutos de filme, de modo que não precisamos esperar muito por isso. É bom, porque é legal ver Julia num papel mais maduro e low profile.

Já Clive Owen continua fazendo o papel de Mr. Fudêncio que lhe cabe tão bem. Os filmes de Gilroy vão se mostrando boa plataforma para atores com alto potencial de garotos-propaganda de produtos de luxo (como máquinas de Nespresso, relógios Bulgari, carrões e perfumes em geral) - tanto Clooney como Owen mandam bem nesse quesito.

Minha expectativa, agora, é que deem a Gilroy a chance de dirigir um novo 007 com liberdade para mexer no roteiro e evitar a babaquice de helicópteros explodindo.

PS: Duplicidade é bem melhor do que Sr. e Sra. Smith. E ambos são piores do que True Lies. Completa-se, assim, a trilogia dos filmes de casais de agentes secretos. E o original de James Cameron, com Schwarzenegger e Jamie Lee Curtis, ainda é o melhor.

Marcadores: , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

terça-feira, 9 de junho de 2009 - 4 Comentários

Recentemente, a atriz americana Jessica Alba foi eleita a mulher mais sexy do mundo, em uma dessas enquetes que não valem nada. Ela ficou famosa pela sua antológica ponta em Sin City, e por papéis que exploram sua beleza. No que diz respeito a grandes produções, ela estrelou O Quarteto Fantástico, como a Mulher Invisível.

Eu nunca entendi por que alguém contrataria a Jessica Alba para ficar invisível, mas vá lá. Prefiro ela bem visível. Olha só:



















Mas o reinado de Jessica Alba está sofrendo uma ameaça: no novo filme de Claudio Torres, chamado A Mulher Invisível, temos Luana Piovani como a mulher imaginária que Selton Mello idealiza e passa a levar a coisa muito a sério. Não dá pra culpar o cara. Veja Luana em cena de A Mulher Invisível:



















Luana também foi eleita a mulher mais sexy do mundo, na única pesquisa que interessa, a da VIP, em 1998. Onze anos depois, ela está melhor do que nunca, e forte para a votação deste ano.

Fica a pergunta para a moçada: quem é a melhor Mulher Invisível? Jessica Alba ou Luana Piovani?

BLOGIE dá seu modesto voto: Luana dá de dez.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

domingo, 7 de junho de 2009 - 11 Comentários

Filme brasileiro sem papo-cabeça, sem favela, sem retirante, sem choro nem crítica social. Antigamente, isso era coisa rara, e como essas coisas são muito chatas, o próprio filme brasileiro tornou-se coisa rara. Daí veio o tal "renascimento", e filmes com bom potencial de público passaram a dar as cartas. Hoje, estamos tranquilos na situação de que temos uns cinco, seis "Se Eu Fosse Você" para cada Walter Salles wannabe.

É o caso de A Mulher Invisível, comédia despretensiosa e muito bem acabada de Cláudio Torres (o mesmo diretor de Redentor). O filme traz Selton Mello como o homem romântico que entra em crise após ser abandonado pela esposa. No ponto mais baixo de sua fossa, ele conhece, de maneira bem improvável, uma mulher perfeita, que imediatamente se apaixona por ele e lhe oferece a vida mais confortável de sexo, devoção e cumplicidade: Luana Piovani, fazendo a linha "nunca estive tão bonita". No apartamento vizinho, Maria Manoella nutre paixão platônica pelo personagem de Mello, munida de muita ingenuidade e um copo unindo a parede ao seu ouvido.

Relembre o primeiro ensaio de Luana Piovani na VIP


A partir daí, o filme é feito das situações bizarras que Mello protagoniza em público, imaginando que está abafando com uma Luana Piovani arfante, bem como dos contrapontos cômicos de Vladimir Britcha e Fernanda Torres, como a irmã desbocada de Maria Manoella.

É com essa fórmula consagrada de Hollywood - a da comédia romântica baseada em uma premissa absurda e que equilibra humor rasgado com ingenuidade assumida, rumando ao final feliz - que Cláudio Torres adiciona um belo feito à sua produção. O filme é muito bem feito, desde seus créditos iniciais, passando pelo roteiro repleto de boas frases e bons personagens, culminando em um ótimo trabalho de direção de atores (todos estão ótimos, e Selton Mello brilha) e de edição. A trilha sonora - com sons nada óbvios dos Ramones e da Janis Joplin - é ótima, e faz você ter vontade de ficar no cinema até o final dos créditos, para anotar os nomes das músicas.



Luana Piovani, como se viu no trailer acima, é um capítulo à parte. O amigo leitor que não tiver lá muito interesse sobre essa conversa de cinéfilo pode ir no cinema tranquilo, que a missão se pagará. Digamos que a condição de "mulher ideal" da moça é explorada a contento, pelo menos no que diz respeito à forma física.

Veja as fotos do mais recente ensaio de Luana Piovana na VIP

Ou seja: Torres (que é filho da Fernanda Montenegro e sócio da Conspiração Filmes) consegue fazer um filme com alto potencial de bilheteria, que consegue agradar os marmanjos (apesar da premissa bem feminina) e, tudo isso, embalado com o apuro estético que só se vê em filmes americanos.

De quebra, o diretor vai construindo um certo padrão autoral em sua obra: A Mulher Invisível, assim como Redentor, trata de um homem que desce a ladeira da dignidade e da sanidade ao se apaixonar por uma mulher que está bem acima da sua liga. No caminho, a perda das seguranças e confortos da classe média (emprego, amigos) e muitas trapalhadas, enquanto se busca uma certa purificação da alma. Pedro Cardoso, no primeiro filme, e Selton Mello, neste divertido conto d'A Mulher Invisível, vão montando o personagem-padrão do cinema de Torres.

Um filme que entra muito bem numa noite de sexta, sábado ou domingo. Sem risco de errar. Pode comprar o ingresso. É bacana.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 3 de junho de 2009 - 1 Comentários

Graças a uma péssima mania - a de afinar pra patroa, que detesta filmes de ação - e a um saudável preconceito - fugir de filmes do Michael Bay, o "gênio" por trás de Armagedon e Pearl Harbor -, acabei não vendo Transformers - o Filme. Isso significa que cheguei atrasado na última mania mundial em matéria de mulher: Megan Fox.

Mas BLOGIE manda avisar que, no dia 26 de junho, não incorrerei no mesmo erro.

Ainda mais depois da divulgação das primeiras fotos do filme. Se liga só:


Quer dizer, qual o problema em encarar um filme baseado em um dos brinquedinhos mais bestas da história? Vamos nessa. Talvez eu até mude minha opinião sobre o Michael Bay.
Ou não.

 

 

 

 

 

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

segunda-feira, 1 de junho de 2009 - 4 Comentários

Em cartaz nos cinemas mais alternativos da sua cidade: Budapeste, de Walter Carvalho, baseado no romance do Chico Buarque.


Até vou escrever uma crítica sobre o filme, que merece uma reflexão mais desenvolvida mas, antes, uma constatação de macho: o Chico é o cara mesmo. Escreve um livro difícil, sobre um escritor anônimo que fica obcecado pelo idioma húngaro - e por uma mulher húngara. É elogiado e, por ser quem é, obtém boas vendas. Como é de se esperar, o livro vira filme. E o filme é bom. Mas, acima de tudo, o cara consegue atrizes globais do primeiro escalão topando ficar peladas gratuitamente no filme. Esse é o Chico Buarque.

Pra começar, que tal essa foto de uma cena do filme?
















Esta é Paola Oliveira, que anda usando o cinema para papéis mais ousados (vide Entre Lençóis, o filme caseiro que ela fez no motel com o Gianechini), aparece peladinha numa alucinação do protagonista, José Costa, o tal escritor. Closes, nu frontal, a entrega à arte é total.

Mas não fica só nisso: Giovanna Antonelli também desfila como veio ao mundo no filme, em duas cenas quentíssimas. Na primeira, ela desfila sua nudez completa pela tela, numa coreografia que remete às pornochanchadas dos anos 70, para, logo depois, fazer o favor de tapar a desagradável visão do falo de Leonardo Medeiros (o ator principal da fita), deitando-se sobre o rapaz - e revelando um derrière gloriosamente bronzeado. Já na segunda, ela povoa os pesadelos do protagonista, que a imagina transando apaixonadamente com o alemão malvado (lembro de João e Maria, a canção do Chico, na qual o cara enfrentava os alemães e seus canhões).
















Entre uma cena e outra, Giovana não larga da sua revista favorita.

Reforçando o time, a modelo/atriz (lê-se "modelo-barra-atriz") Débora Nascimento faz uma ponta linda, linda, linda, como a morena à la Gabriela Cravo-e-Canela que deixa o alemão malvado louco. A imagem do cara que escreve seu livro todo dia no corpo da mulher já é forte e erótica no livro; em filme, e com essa moça toda rabiscada, é pornografia pesada. E ainda assim artística.
























Débora Nascimento, em ensaio feito para a VIP. No cinema, tem muito mais.

Fechando a seleção das peladonas neste filme brasileiro à moda antiga, com bastante papo-cabeça e muita mulher pelada, a húngara Gabriella Hámori aparece com destaque como o principal interesse romântico de Costa. Ela defende com graça e talento seu papel no meio de tanta mulher bonita. Faz frio, muito frio em Budapeste, mas ela também tem que exibir um pouco de pele pelo bem do cinema nacional.


É isso. Se o leitor não tiver interesse por filmes de arte cheios de simbolismos, é provável que ele tenha adormecido antes da primeira aparição de Giovana Antonelli nua. Para os mais resistentes, não haverá decepção. Como dizem os americanos, coisas boas vêm para aqueles que sabem esperar.


(Para o pessoal que leva cinema a sério e que não gostou nada deste post: vou escrever a sério sobre Budapeste. Mas uma coisa de cada vez; não dá pra falar disso enquanto a visão da Paola Oliveira continuar rondando a cabeça e embaralhando as ideias...)

Marcadores: , , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

segunda-feira, 25 de maio de 2009 - 0 Comentários

A partir desta semana, BLOGIE vai facilitar as coisas para o amigo leitor e vai listar, semanalmente, quais são as mulheres mais bonitas / sexy em cartaz nos cinemas.


A ideia é focar nos filmes que estão entrando em cartaz. Por exemplo, Vicky Cristina Barcelona ainda está em cartaz em uma ou duas salas, mas não adianta ficar listando a Scarlett Johansson toda semana. Interessa saber quem está dando as caras nos cinemas que a moçada frequenta, nos multiplex da vida.

Então vamos lá: semaninha fraca, esta da estreia. Mas dá pra garimpar três beldades:


Lynn Collins, em X-Men: Origens - Wolverine








Ninguém viu, ninguém sabe de onde ela veio. Mas ela fez Logan sossegar por uns tempos e se contentar em cortar lenha no Canadá. A texana Lynn Collins serve como um agradável contraponto feminino no excesso de testosterona e malhação do reino de Hugh Jackman.


Jordana Brewster, em Velozes e Furiosos 4








A brasileirinha, que sempre viveu nos EUA, apareceu em meados dos anos 90, no terror juvenil A Prova Final, do Robert Rodriguez, e depois deu pinta de que se tornaria uma estrela em Velozes e Furiosos. Sua carreira, no entanto, não deslancha. Uma nova oportunidade de ver a gata é no quarto filme da já derrubada série estrelada por Vin Diesel e Paul Walker.


Amy Adams, em Uma Noite no Museu 2








Amy é uma preferida de BLOGIE, tanto pelo seu talento quanto pela sua beleza.
Nessa aventura/comédia infantil, ela faz par com o sempre engraçado Ben Stiller, que se vê às voltas com personalidades históricas ressucitadas. Melhor, no entanto, é ir à locadora checar seu desempenho em DVD, no ótimo e subestimado Jogos de Guerra, de Mike Nichols, no qual ela faz a assistente gostosinha e espertinha de tom Hanks.
BLOGIE está de olho. Nada passará em branco para o leitor.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

segunda-feira, 18 de maio de 2009 - 2 Comentários

Depois de tantos textos falando de porrada, uma suavizada até que não vai mal.

Então, para começar a semana com inspiração, BLOGIE garimpou uma raridade: o teste de cena de Audrey Hepburn, o rostinho mais bonito da história do cinema, para seu primeiro filme, A Princesa e o Plebeu (pelo qual ela ganhou, de cara, o Oscar de melhor atriz).

Olha só:



Billy Wilder dizia que a câmera amava Audrey, e essa pequena entrevista prova isso.

Para entender o contexto: a coisa se passa em 1953. A jovem belga Audrey Hepburn, que estudara para virar bailarina na Europa, acabava de chegar aos EUA, e ganhou projeção imediata no teatro, onde fez Gigi. No vídeo, o diretor de elenco está ouvindo dela sua experiência durante a 2ª Guerra Mundial, quando ela e sua família deram abrigo para soldados aliados (e ela, veja só que surreal, dançava balé para eles).

E, aí, dá pra ver o momento exato em que ela nasceu no cinema: exatamente aos 56 segundos do vídeo, o diretor pergunta: "e os alemães, o que achavam disso?"

E ela sorri de um modo ingênuo, maroto e absolutamente irresistível: "eles não sabiam."

Daí pra frente, o que rolou: A Princesa e o Plebeu foi lançado, com ela e Gregory Peck zanzando por Roma (em locações reais, o que era novidade para a época!), e veio um Oscar, e o mundo ficou bem melhor com Audrey emprestando sua beleza e seu carisma a tantos filmes bacanas do Billy Wilder, do Stanley Donnen e do Blake Edwards.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 14 de maio de 2009 - 2 Comentários


Pra provar que não estou mentindo, olha só ela em uma foto promocional da nova colaboração de musa e gênio, Los Abrazos Rotos (e note: não há por que não esperar com angústia o novo filme de Pedro Almodóvar - com atrizes bonitas, ele nunca erra):

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 13 de maio de 2009 - 1 Comentários

Hoje começa o Festival de Cannes, o mais charmoso evento do cinema mundial. Sempre cool, trará aquele monte de gente famosa desfilando em seus tapetes vermelhos, e abrigará um exército de jornalistas babando ovo pros ídolos.

Nada disso realmente interessa. O que realmente importa são as estreias mundiais de dois filmes, cada um dirigido por um dos queridinhos de Cannes: Los Abrazos Rotos, de Pedro Almodóvar, e Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino.

Veja se não dá inveja de quem assistirá em primeira mão aos filmes dos mestres... Primeiro, o trailer de Inglorious Basterds, no qual Tarantino bota Brad Pitt como o líder de um pelotão de americanos judeus que partem pra briga:


E olha só essa Diane Krueger...


Agora, Los Abrazos Rotos: Almodóvar volta a usar Penélope Cruz (aliás, assim como Billy Wilder era quem melhor fotografava Audrey Hepburn, ninguém faz Penélope ficar tão linda quanto o diretor espanhol) e Carmen Maura. Volta com seus vermelhos, suas tragédias e suas emoções que transbordam e ultrapassam os limites do cafona sem medo. E, mais uma vez, sairemos do cinema pensando que não há ninguém tão talentoso quanto Pedro no cinema atual. Veja o trailer:



E olha só essa Penélope Cruz... para o amigo Pedro, até loira ela fica...

Outros filmes que merecem atenção (e que levarão um tempinho para chegarem por aqui):

- Taking Woodstock, de Ang Lee: ele recria o festival de rock mais famoso de todos os tempos. Deve ser um espetáculo.

- The Imaginarium of Doctor Parnassus, de Terry Gilliam: o interesse, aqui, é duplo. Primeiro, por se tratar de Terry Gilliam, integrante do Monty Python e maluco de carteirinha, que já dirigiu Brazil - o Filme e Os Doze Macacos. Depois, por trazer o último papel do falecido Heath Ledger. Juntando os dois, temos garantia de talento e esquisitice em doses cavalares.

Dando sequência à tradição de botar gente com nome forte na presidência do júri, Cannes terá a atriz Isabelle Huppert no comando e como porta-voz.

Mas aí já voltamos à frescura que cerca a coisa toda. Mais útil é aguardar pela estreia do próximo filme de ação da temporada - que tal Transformers 2?

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 29 de abril de 2009 - 5 Comentários

O programa Access Hollywood divulgou os resultados de uma pesquisa mui relevante - diria essencial: os seios mais bonitos do cinema.

A campeã, como era de se esperar, é Scarlett Johansson. Apesar de, infelizmente, a moça nunca ter exibido seus tão preciosos ativos em filme.

Conheça as cinco primeiras colocadas:


1. Scarlett Johansson
























BLOGIE viu antes: ela era uma menininha meio sem graça, mas de muito talento em O Encantador de Cavalos, do Robert Redford. Não percebi potencial nenhum ali. Até que veio o plano de abertura de Encontros e Desencontros, e o mundo foi apresentado ao derrière da moça.
Onde conferir: Match Point, A Dália Negra, Vicky Cristina Barcelona, Encontros e Desencontros.

A equação: Scarlett + grandes diretores (Woody Allen, Brian DePalma, Sophia Coppola) = duas horas bem gastas.


2. Salma Hayek




















BLOGIE viu antes: A Balada do Pistoleiro acabava de ser lançado em vídeo. Queiroz, meu vizinho malandro, obrigou a turma toda a ver o filme. A contragosto, topamos. E o cara ficou comentando cada cena do filme, dizendo: "esse é o Banderas!", "o Banderas é f...!" - e aí apareceu a Salma Hayek, matadora, e ele se pôs de pé e começou a gritar: "é com esse cara que eu tinha que andar, e não com esses otários do Tucuruvi (nós). Olha essa morena!". E o filme passou a ficar mais interessante.

Onde conferir: A Balada do Pistoleiro, Um Drink no Inferno (dançarina sexy), Frida (nudez e lesbianismo), Era Uma Vez no México (mais uma vez, o Queiroz pirando).

A equação: Salma Hayek + Robert Rodriguez = diversão total, filme pra ver com os amigos.


3. Halle Berry
























BLOGIE viu antes: mentira, vi depois de todo mundo. Todos falaram dos peitos da mulher em A Senha, filme que nunca assisti (até hoje!). Mas não dispensei a oportunidade de ver A Última Ceia, mesmo sabendo se tratar de um filme bem chato.

Onde conferir: A Senha, A Última Ceia (a cena de sexo com Billy Bob Thornton compensa a chatice do filme), A Estranha Perfeita (Halle é a mulher fatal, sexy 100%).

A equação: Halle Berry + filmes ruins = garantia de exposição do corpo da moça.



4. Jessica Simpson

























BLOGIE viu antes: sorry, não conheço o trabalho dessa moça. Ela é cantora, é isso?

Onde conferir: no Google Images.

A equação: Jessica Simpson = seus peitos.



5. Jennifer Love Hewitt
























BLOGIE viu antes: vi mesmo. Até hoje, a moçada não entende por que eu assistia Party of Five com tal devoção. A Sarah de Jennifer era a namorada perfeita. E foi a razão pela qual eu me tornei fã daqueles filmes de terror de meados dos anos 90.

Onde conferir: Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (timidamente explorado), Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (plenamente explorado), Mal Posso Esperar (muito comportada), Party of Five (principalmente nas últimas temporadas, quando ela estava tentando traçar o namorado, Bailey, cujo equipamento insistia em não funcionar).

A equação: Filmes no cinema - Jennifer Love Hewitt = mundo sem graça.



E você? O que achou da lista do Access Hollywood? Sentiu falta de alguém?

Pra ficar em um par só, BLOGIE aponta: faltou Megan Fox, claro.

E, historicamente, vale a menção honrosa ao par de seios mais famoso do cinema - o par que, segundo o gênio Billy Wilder, desafiava as leis da gravidade:

























Segundo Wilder, em sua biografia E o Resto é Loucura, certa vez ele falou para Marylin que ela não deveria usar sutiã em tal cena. E ela respondeu, "mas não estou usando". Como Wilder fez uma cara incrédula, ela tratou de eliminar as dúvidas do chefe: pegou a mão dele e pousou sobre seu peito.

Foi aí que ele observou o lance da gravidade.

Peito também é cultura.

Marcadores: , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

terça-feira, 7 de abril de 2009 - 0 Comentários

Pesquisando para uma matéria sobre cinema, BLOGIE reviu toda a filmografia do ator Joe Pesci. Parceiro assíduo de Martin Scorsese e Robert DeNiro, o baixinho invocado se tornou sinônimo de gângster violento, com sua persona que ele mesmo chama de wise guy (cara esperto): intempestivo, dado a mudanças de humor, pontuando suas frases com toneladas de fuck e sempre chamando o interlocutor de prick.

Podemos conferir o wise guy Joe Pesci em versões mais light como em Meu Primo Vinny ou na série Máquina Mortífera, ou na sua melhor forma, 220 desencapado, em Os Bons Companheiros e Cassino. Neste último, vemos que, no que diz respeito a mulheres, ele também é um cara que sabe o que quer. Saca só:




É ele, Joe Pesci, o homenageado da semana. Em breve, discutiremos aqui a atuação profissional dos gângsteres vividos por ele.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

domingo, 5 de abril de 2009 - 0 Comentários

Dando sequência à série de altas expectativas pelos lançamentos vindouros, BLOGIE entra numas de cinema independente.

Independente light, diga-se: Sunshine Cleaning, raspa do tacho da temporada de prêmios, faz a linha Little Miss Sunshine / A Lula e a Baleia. Ou seja, famílias remediadas americanas chafurdando nas suas limitações, enquanto revelam algo de belo e humano ao longo da história. A história, basicamente, gira em torno da ideia de duas irmãs durangas que resolvem lançar um negócio próprio inovador: uma empresa que limpa cenas de crime (tipo o Harvey Keitel em Pulp Fiction, mas sem glamour). O maior interesse, no entanto, é trazido pelas suas protagonistas: Amy Adams e Emily Blunt fazem as tais irmãs.
























Amy e Emily: amizade linda entre duas atrizes talentosas (e gatas).


Desde o lançamento do filme nos EUA, as duas beldades têm dado entrevistas juntas e declarado seu amor uma pela outra, uma coisa linda de ver, um papo de "alma gêmea", "amor à primeira vista", é um tal de andar abraçadas no tapete vermelho... Acabou que essa tensão sexual entre as duas está gerando interesse crescente pelo filme. Pelo menos pra mim.

PS: a estreia por aqui, infelizmente, está prevista apenas para 22 de maio.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

domingo, 29 de março de 2009 - 2 Comentários

A cena abaixo mostra o risco que o camarada está correndo quando pede algo "mais apimentado" para a sua namorada. Ela é retirada de O Verão de Sam, filmaço do Spike Lee (falarei sobre ele em outro post, ao longo da semana).

Um breve contexto: estamos na década de 70, era do disco e do Studio 54. O John Leguizamo é um cabelereiro ítalo-americano descolado que, por dançar bem, tem uma namorada gostosa (Mira Sorvino). No fundo, não passa de um John Travolta wannabe. Entupidos de pó, eles acabam indo - por sugestão dele e sob resistência dela - a uma pós-balada pesada: um bacanal sem regras, suingueira total, todo mundo transando com todo mundo. A conversa que se segue é a volta pra casa depois da loucura toda.


Lição nº 1 para cabelereiros baixinhos e feios: se você descolou uma Mira Sorvino, agradeça aos céus - e não vá inventar bobagem que possa estragar o encanto.


Dois detalhes sobre essa cena:

1) Ela virou um tipo de símbolo do girl power (o que isso significa, não sei muito bem - afinal, até as Spice Girls eram símbolo do girl power);

2) Ela contribuiu bastante para outra marca importante do filme de Spike Lee: é o sexto colocado no Top Fuck List do Wikipedia. Ou seja, é o sexto filme em que mais se falou a palavra fuck ou seu derivado qualitativo, fucking.

Ainda nesta semana, uma análise sobre O Verão de Sam.


PS: o primeiro colocado do Top Fuck List é Cassino, do Martin Scorsese. Só podia ser dele.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

sexta-feira, 27 de março de 2009 - 2 Comentários

Uma comédia romântica que se chama Ele Não Está Tão a Fim de Você. Com a Drew Barrymore. Que é uma adaptação de um livro de auto-ajuda. Tudo diz ao amigo leitor da VIP: roubada. Mas não desista ainda...

Há três ótimos motivos para assistir ao filme: Jennifer Connely, Jennifer Aniston e Scarlett Johansson. Todas essas beldades dividem as atenções durante as duas horas de Ele Não Está Tão a Fim de Você. Elas se revezam em situações que mostram as diferentes modalidades de insucessos amorosos, sempre por culpa do desinteresse dos homens. É o chamado chick flick, ou filme de mulherzinha, mesmo. Mas um exemplar bem escrito dessa linhagem - as personagens acabam se cruzando aqui e ali, na linha Pulp Fiction.


Veja o trailer de Ele Não Está Tão a Fim de Você...

Menos florido, mas ainda mais interessante, é Simplesmente Feliz, filme inglês que ganhou grande atenção no começo do ano, com um monte de indicações ao Globo de Ouro, mas que foi esquecido no Oscar. Ao mesmo tempo agradável, engraçado e melancólico, Simplesmente Feliz mostra a professorinha inglesa Poppy, uma otimista incorrigível que, aconteça o que acontecer, sempre vê o lado bom das coisas.














Poppy exorcisando na noite londrina: a vida é boa.


O roteiro, excelente, é um apanhado de situações - e principalmente frases - engraçadas, mas que também deixam uma tristeza latente rondando o ambiente. A falta de perspectivas, a solidão, a diversão vazia, tudo é sublimado pela garota, e no final estamos torcendo para ela ter motivos mais fortes para ser feliz. Um ótimo filme, e uma grande atuação de Sally Hawkins, que ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia pelo seu desempenho como Poppy. Pra quem gosta de cinema, é a melhor pedida do final-de-semana.

Marcadores: , , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 19 de março de 2009 - 4 Comentários

Começou ontem o Especial Roman Polanski no Telecine Premium. Por uma semana, o canal exibirá filmes da carreira do diretor polonês que ficou tão famoso pela sua obra quanto por detalhes sórdidos de sua vida pessoal.

Explicando: em 1969, a esposa grávida de Polanski, Sharon Tate, foi assassinada pelo maluco Charles Manson e sua turma, num dos crimes mais famosos da história recente, em boa parte por causa da suposta inspiração em Helter Skelter, música do Álbum Branco dos Beatles.

Outra: em 1977, pegaram Polanski transando com uma menina de 13 anos. Quando viu que não tinha saída e que seu futuro era cana, ele se mandou dos EUA e passou a viver na França. Para não ser preso, não voltou nem para buscar seu Oscar de melhor diretor por O Pianista, em 2002.

Para rivalizar com isso, tem que ter filme bom, certo? E ele tem: Repulsão ao Sexo, com a Catherine Deneuve; O Bebê de Rosemary, que deu Oscar à Mia Farrow; Chinatown, o exemplo padrão de roteiro perfeito em Hollywood; o já citado O Pianista, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes e deu Oscars a Polanski e ao seu protagonista, Adrien Brody; e o mais recente Oliver Twist, uma adaptação respeitável de Charles Dickens.

Há também umas bombas no currículo do homem: Busca Frenética, com o Harrison Ford, e A Morte e a Donzela, com Sigourney Weaver, são dois exemplos básicos.

Mas a parte boa prevalece, e é ela que o Telecine Premium exibe nesta semana, sempre às 22 hs. Ontem já passou o pesadão O Bebê de Rosemary. Veja os próximos filmes, e não perca!

19/março (quinta-feira), 22:00: Chinatown. Com Jack Nicholson e Faye Dunaway. É o melhor filme de Polanski, uma homenagem aos filmes noir - aqueles filmes de detetive da década de 40 (Humphrey Bogart, loiras fatais e muita fumaça). É também um roteiro impecável, tendo ganhado o Oscar em 1974 (só não ganhou melhor filme porque concorria com O Poderoso Chefão Parte 2).




Veja o trailer de Chinatown, e veja por que Jack Nicholson tem lugar cativo na primeira fila do Oscar. Ele domina L.A.


20/março (sexta-feira), 22:00: O Pianista. Oscars de melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor ator. Adrien Brody é o pianista polonês (e judeu) que luta para sobreviver ao Holocausto. É uma obra muito pessoal para Polanski, que foi separado dos pais (cada um mandado a um campo de concentração - a mãe, enviada a Aushwitz, não voltou) e se virou sozinho no mesmo Gueto onde o personagem de Brody passa a maior parte do filme. É um filme bom e triste, talvez não adequado a uma sexta-feira. Não troque sua cerveja no boteco mais próximo por esse filme.

21/março (sábado), 22:00: Lua-de-Fel. Esse é pra quem gosta de sacanagem (e Polanski sabe dessas coisas). O cara botou a mulher dele (a atriz Emmanuelle Seigner) para se submeter a todo tipo de tara: voyeurismo, sado-masô, submissão. A história: num cruzeiro, o casal inglês formado por Hugh Grant e Kristin Scott Thomaz é envolvido nos joguinhos de um deficiente físico tarado e sua esposa gostosinha (Emmanuelle). Rola um pouco de tudo (até as garotas se pegam, num baile chique), e o final é bem melancólico mas, em um sábado à noite, com um filme desses... você e sua companhia já terão partido para o quarto antes do final.










Emmanuelle Seigner posando e em ação, em Lua-de-Fel. Roman Polanski não hesita em exibir sua esposa.
Agora, se nada disso lhe interessou, vá de Tropa de Elite, hoje mesmo, no Telecine Premium, às 22 hs. Capitão Nascimento não quer saber de frescura e cobre os bandidos e os playboys de porrada.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 11 de março de 2009 - 0 Comentários

Quando você para pra pensar no cinema de quarenta anos atrás, deve imaginar um filme todo quadradinho, com começo, meio e fim, mocinhos e bandidos bem definidos e final feliz e previsível - certo?

Errado. Filmes lançados na virada da década de 60 para a de 70, como A Primeira Noite de um Homem, Bonnie & Clide e Midnight Cowboy, subverteram a fórmula do filme de sucesso. Protagonistas esquisitos, finais meio anti-clímax e temas mais pesados deram emprego a gente como Dustin Hoffman, Al Pacino e Francis Ford Coppola - tipos que não teriam vez no cinemão clássico.

Mas o mais bem acabado exemplar dessa época acaba de completar quarenta anos: Butch Cassidy e Sundance Kid, um misto esquisitão de comédia e faroeste, no qual os heróis são ladrões de banco que dividem a mesma namorada e morrem na última cena. Os ladrões são Paul Newman e Robert Redford, as grandes estrelas da época, firmando aqui uma das parcerias mais marcantes da história do cinema (repetida apenas uma outra vez, em Golpe de Mestre).

Mas não é só isso. O filme toca nas questões centrais da existência do macho: posso desejar a mulher do amigo? Devo arriscar meu rabo pelo brother em perigo? Pra que levar tudo tão a sério? E, em última análise, nunca se esquecer que há sempre a opção de apertar aquele famoso botão que começa com "F" e que salva a honra do cidadão.

Por todas essas razões, Butch Cassidy e Sundance Kid é o filme VIP da semana. Saiba por que este é um filme que você tem que assistir.


A Dupla: habilidades complementares e amizade a toda prova



















Redford e Newman: amigos na vida real, criaram o buddy movie definitivo.


Butch é um malandro bom de papo e cheio de ideias (mas não necessariamente brilhante). Sundance Kid é um cara curto das ideias - e de pavio mais curto ainda. De quebra, Sundance é o gatilho mais rápido do oeste. Juntos, eles tramam assaltos a bancos que, a despeito da fragilidade de seus planos, acabam dando certo. Um dia, numa das ideias "geniais" de Butch, resolvem mudar para trens pagadores. Um erro de cálculo na quantidade de dinamite põe tudo a perder e eles se veem no meio de uma terrível perseguição (que tomará dois terços do filme).

O segredo do sucesso da dupla: Butch dá as ideias, não por ser muito inteligente, mas por ser um sonhador. Sundance resolve a parada, pois é um homem de ação. De certa forma, as frias em que o primeiro mete a dupla são o combustível que move o segundo.

A cena clássica da brodagem: os dois amigos estão encurralados no alto de um penhasco. Lá embaixo (bem lá embaixo), um riozinho. É ser pego ou se jogar lá de cima. E aí eles negociam:

Butch: Você pula primeiro.
Sundance: Não!, eu disse.
Butch: Qual seu problema?!?
Sundance (encabulado): Não sei nadar.
Butch (rindo muito): Você está louco? Só a queda vai provavelmente nos matar!

E eles riem. E declaram sua amizade incondicional, sem dizer uma palavra. E pulam.


Uma mulher para dois: Katherine Ross

A professorinha Etta Place é a namorada de Sundance Kid. Ao contrário das professorinhas indefesas dos filmes de faroeste, Etta sabe se defender sozinha, como fica claro logo na sua primeira aparição, em que ela confronta seu namorado fora-da-lei.

Etta vai mais longe: ela alimenta o óbvio interesse que o parceiro do seu namorado nutre por ela. Na cena mais famosa do filme, ela topa um rolê na bicicleta de Butch. Confira:


Paul Newman mostra como se aplica uma cantada elegante na mulher do melhor amigo.


Etta é deliciosamente vivida por Katherine Ross, a mulher que foi para o final dos anos 60 o que Scarlett Johansson tem sido para estes anos 2000. A atriz, que viveu a Elaine Robinson de A Primeira Noite de um Homem, era a mulher ideal da geração da contracultura: olhos e cabelos castanhos e desafiadores, sexy e com um ar inquieto. Dividiu seus amores com Butch Cassidy e Sundance Kid e enfeitou a tela durante os vinte minutos em que apareceu no filme.


Tempos Modernos: o macho em extinção

Um dos pontos centrais de Butch Cassidy é a sobrevivência do macho em um mundo que muda rápido demais. A ação rola no fim dos tempos dos cowboys. Já no início do século 20, as instituições se fortaleciam, os roubos a bancos se tornaram crimes federais - e nossos heróis se viram numa situação nova e desconfortável.

Tentando se adaptar aos novos tempos, eles vão atrás de trens, aprendem a andar de bicicleta, se aventuram na América do Sul. A bem da verdade, Butch tenta encarar os novos tempos. Sundance fica meio deslocado e resignado, como um coroa dos dias de hoje que não consegue dominar seus controles remotos.

A frase clássica, de Butch: "o futuro é todo seu, sua bicicleta idiota!"

O mundo moderno, simbolizado pela trip deles a Nova Iorque, vai fechando o cerco até eles não verem outra alternativa que não seja apertar a tecla "F".

Butch Cassidy e Sundance Kid trata disso: do fim dos tempos para o macho em estado bruto. Do excesso de controles, autoridades, novidades que nos impedem de exercer nossa virilidade mais primária. Enfim, um troço bem anos 60, mas que incomoda até hoje.

Um filme essencial. Uma versão comemorativa (afinal, são 40 anos) acaba de ser lançada em DVD, com uma penca de extras. Não perca.

Em tempo: nossos heróis vieram para a América do Sul, mas não conheceram o que temos de melhor: o futebol. Uma pena. Pois é ele que nos garante um resquício de paz e satisfação dos nossos instintos de homem das cavernas. Além, é claro, da preservação da espécie.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 - 5 Comentários

Nesta sexta-feira, estréia Austrália, a grande bomba deste ano. Todos os jornais, revistas, sites e público são unânimes: o filme é horrível, longo, chato e brega. BLOGIE concorda com tudo isso, e não perderá tempo falando do longa. Mas puxa a discussão para um fato pouco discutido e muito mais relevante: a estrela do filme, Nicole Kidman, está se especializando em filmes ruins... veja só: A Feiticeira, Cold Mountain, A Invasão... desde o Oscar conquistado por As Horas, a moça só mandou na trave. Qual a razão desses fracassos?

Um palpite: além de um péssimo agente, o motivo mais plausível reside na ausência de expressão de Nicole. Em outras palavras, as plásticas que ela empreendeu pra melhorar o que era perfeito transformaram aquela que era a maior estrela de Hollywood em uma das mulheres mais artificiais do cinema.

A seguir, a lista das mulheres que acompanham Nicole no Olimpo das atrizes de plástico:



5. Jessica Rabitt:






















OK, ela tem mais curvas que as demais moças desta lista. Ela é sexy. A expressão dela tem um quê de Kylie Minogue... mas Jessica Rabitt, a esposa animada do coelho Roger Rabitt, é de mentira! Na verdade, ela foi o resultado de uma boa sacada, encarnando a femme fatale do cinema noir (aquele gênero de filmes da década dos anos 30/40, em que o detetive é feito de bobo por uma loira) como ela é: falsa, traiçoeira, uma ficção. Enfim, uma bela maneira de começar a lista!

4. Nicole Kidman:














À esquerda, Nicole perfeita e arfante em Batman Eternamente. À direita, Nicole botocada, com testa devidamente congelada, maçãs do rosto pontudas e nariz tão fino quanto o do Michael Jackson. A primeira era a mulher mais desejada de Hollywood; a segunda trilha precocemente o triste caminho da decadência e da loucura em pleno tapete vermelho. Faz lembrar Crepúsculo dos Deuses, do Billy Wilder.

Resumindo, Nicole entra na onda e desce a ladeira.



3. Meg Ryan:














Assustado leitor, responda: o que é essa boca nova? E o queixo esculpido, deixando um ar de sorriso do Coringa?

A ex-namoradinha da América já enfrenta o ocaso há algum tempo, em grande parte devido à sua deformação facial causada pelas desastradas intervenções cirúrgicas. E volta ao noticiário nesta semana: ela acaba de ser indicada à Framboesa de Ouro (o tradicional anti-Oscar, prêmio aos piores do cinema) como pior atriz, junto com todo o elenco do filme Mulheres, anunciado como a grande volta de Meg Ryan.



2. Pamela Anderson











Primeiro, nos tempos de Baywatch. Depois, aos 42 anos, com rostinho de 65.

OK, Pam nunca foi exatamente um exemplo de naturalidade em cena - sempre foi esse ser mutante com peitos gigantes e jeito de secretária de filme pornô -, mas a coisa só faz piorar. Pra tentar consertar o triste efeito do tempo, ela tapeia mais: fica mais loira, aumenta (mais!) os seios, engorda mais a boca... e está virando, como diz o mineiro, esse trem esquisito aí.



1. Angelina Jolie:



















Não xingue o blogueiro (ainda): sim, ela é uma das mulheres mais lindas do mundo do cinema, e é tida como a grande estrela de Hollywood durante os últimos anos. Mas o problema com Angelina, além das canelinhas cada vez mais finas, se divide em três:

1- Essa boca enorme e imóvel, em estado semiaberto full-time, impedindo que ela tenha qualquer traço mais falível ou frágil.

2. A atitude militante-maluquete: adota filhos a rodo pelo mundo e é embaixadora da Unicef, ao mesmo tempo em que assume o papel de destruidora de lares (lembra do casal Brad Pitt / Jennifer Aniston?) e de ninfomaníaca. A gente nunca entende qual é a dela.

3. No trabalho, ela não consegue se mostrar como algo diferente do que ela é: uma baita gata com personalidade forte e valores "do bem". Por isso, não teve, até hoje, um grande papel no cinema (seu papel vencedor do Oscar em Garota Interrompida é o melhorzinho, mas ela nem era protagonista).


O esforço atual de Angelina é provar que ela, além de estrela onipresente nos tablóides, é uma grande atriz. Uniu-se a Clint Eastwood e estrela A Troca, em cartas nos cinemas brasileiros. Pela sua performance como mãe-coragem na linha Zuzu Angel/Olga, angariou indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar. Mas isso é a Academia forçando a barra, como já fez com Nicole Kidman e Halle Berry, entre outras.

Enfim, ela é bem irritante, e o motivo pode ser resumido assim: ela é artificial.

Perto dela, a Jessica Rabbit, o mulherão animado de Uma Cilada para Roger Rabbit, é a girl next door.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

terça-feira, 13 de janeiro de 2009 - 3 Comentários

O filme-fenômeno Crepúsculo se vale de uma incômoda tendência dos fenômenos culturais juvenis: a falta de sexo. Harry Potter, High School Musical e os meninos da pequena e gelada Forks, onde a vampirada se instala, todos têm uma coisa em comum: ninguém transa nesses filmes.

Além de pouco natural, é um desperdício: a pequena Kristen Stewart (como Bella, a protagonista de Crepúsculo) não faria feio no papel de Engraçadinha, do Nelson Rodrigues. Mas são as regras do jogo nos dias de hoje...

Isso tudo faz BLOGIE se lembrar da época em que crianças eram criadas vendo loiras seminuas (e com ficha corrida extensa e variada, incluindo pornochanchadas, revistas masculinas, concurso de panteras, namoro com celebridades etc) comandando os programas infantis. Tempos em que os filmes destinados ao público jovem não economizavam naquilo que ocupa boa parte das atenções da moçada: inaugurar o marcador, sair da sêca, comer logo alguém.

Esses filmes traziam musas que variavam em estilo, beleza e talento. Mas que, certamente, eram (bem) mais desinibidas do que a Bella. Aqui estão elas:


A Pioneira: Phoebe Cates, a Linda de Picardias Estudantis



















Tudo começou em 1981, no filme Picardias Estudantis. A comédia adolescente por excelência revelou Sean Penn, Jennnifer Jason Leigh, Forest Whitaker, Nicolas Cage e mais gente. Mas a cena inesquecível é mesmo aquela em que a musa Phoebe Cates (como Linda, a garota mais vagaba do colégio) sai da piscina para entrar no inconsciente coletivo de uma geração. Seu top less ficou tão famoso que, segundo lenda de meados dos anos 80, as locadoras de vídeo tiveram problemas com as cópias em VHS do filme: estavam todas estragadas, de tanto a molecada operar o pause, rewind e slow-motion dos seus aparelhos de vídeo-cassete.


A Globalizada: Shannon Elizabeth, a Nadia de American Pie


















American Pie está para a década de 90 assim como Picardias Estudantis está para a década de 80. Portanto, para quem está na casa dos 25 anos, a estudante de intercâmbio Nadia permanece imbatível. A menina húngara (interpretada pela americana Shannon Elizabeth), por algum motivo, resolve dar um adianto na iniciação sexual do bobalhão Jim (Jason Biggs). Ela fica nua, praticamente monta em cima do rapaz, mas tudo dá errado - e o vídeo do fracasso de Jim vai parar na Internet.


O trio: Jennifer Connely, Liv Tyler e Joanna Going - as irmãs Abbot em Círculo das Paixões














No meio da década de 50, os irmãos pobres Jayce e Doug vivem orbitando em torno das três lindas e ricas filhas do Sr. Abbot. Liv Tyler é a caçula e a única com a cabeça no lugar. Joanna Going nos faz perguntar por que não há mais filmes com ela...

... E Jennifer Connelly, como é de costume, não decepciona a torcida: manda ver com Jayce, enquanto se diverte ao sentir que a transa é espiada por Doug.
























Jennifer Connelly nunca nos decepciona!

Outros momentos especiais da grande Jennifer: Rocketeer, Waking the Dead, Um Lugar Muito Quente e Requiém por um Sonho. E, para quem é mais velho, sua revelação em Labirinto continua dando saudades.


A Experiente: Elisha Cuthbert, a Danielle de Show de Vizinha





















Danielle: ela quer conhecer os amigos do namorado já no primeiro encontro...

A vizinha perfeita: linda, maluquinha e, digamos, bem experiente: Danielle, depois descobre Emile Hirsh, é uma estrela pornô. Mas aí o mané já está apaixonado pela moça. Belo filme, que fez de Elisha Cuthbert ( a filha do Jack Bauer, de 24 Horas) como a maior musa teen desta década.



O Sonho de Consumo: Ammanda Petterson como Cindy Mancini em Namorada de Aluguel



















Cindy no vestiário: quem roubou meu nerd?

Ronald Miller (Patrick Dempsey, atual estrela de Grey's Anatomy e vários filmes de Hollywood) é o maior mané da sua escola. Anda com os nerds e descola uns trocados cortando a grama dos vizinhos (seus próprios colegas!).

Cindy Mancini (Amanda Peterson) é a deusa do pedaço, e jamais daria bola para Ronald.

Certo dia, numa festa, Cindy derruba vinho no casaco de camurça que ela pegara escondido da mãe - e que custa uma fortuna. Ronald sente o cheiro da oportunidade e faz uma proposta que ela não pode recusar: ele banca, com seus trocados de aparador de grama, um casaco novo para a menina - e esta finge ser sua namorada por uns tempos.

E aí, Ronnie vira o maioral no Colégio, anda com os atletas, traça todas as gostosas - e Cindy acaba se revelando uma namorada perfeita, inteligente e interessada nos papos de astronomia do CDF.

Enfim, segundo Namorada de Aluguel, há redenção na Terra para os nerds.

Cindy Mancini, se vendendo por tão pouco - e mantendo sua "essência" -, lidera este time de musas teen que apavorariam não só Bella, como todos os vampiros e resto do elenco de Crepúsculo.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009 - 7 Comentários

Indo direto ao assunto: o fenômeno teen do ano, o filme Crepúsculo (em cartaz em cinemas a rodo por aí), é bacana e merece ser visto por você, amigo leitor adulto da VIP.

Apesar da castidade irritante da história. Apesar dos grupos de menininhas colegiais que tomam o cinema e suspiram juntas a cada lance mais romântico. Apesar, enfim, do vampiro canastrão Edward Cullen, congelado nos seus 17 anos desde o início do século 20 - e sempre fiel à sua imitação meio tosca de James Dean e do Dylan, de Barrados no Baile.

O grande atrativo do filme está na pequena Kristen Stewart, 18 aninhos, no papel de Bella Swan, a heroína romântica do momento.

















Bella e o vampiro: ela desperta os instintos mais primitivos.


Bella é a girl next door defintiva. Não tem nada de "fatal", é meio desajeitada, passa o filme todo coberta por moletons, calças jeans e casacões. Ela encarna, como ninguém, aquela namoradinha dos tempos de colégio: ela é sensual sem fazer força. Dá pra sentir sua respiração, quente, na nossa cara. É impossível desgrudar os olhos da sua boca, sempre semiaberta, em estado de apreensão. Quase é possível sentir o seu cheiro, e não dá pra culpar o tal vampiro imitador de James Dean por ter vontade de sugar a moça até a morte. É inevitável.

(Como disse aquele senador ladrão, ela desperta os instintos mais primitivos.)

Não é só isso: o sucesso do filme reside em grande parte na identificação do seu público (meninas adolescentes) com a protagonista. E a atriz dá conta do recado. Ela faz qualquer um sentir a desconexão com o mundo, com lugares novos, com gerações diferentes, com os outros adolescentes... torna crível aquela sinuca de bico em que todos já nos metemos: a sensação de que a vida depende de engatar um namorico com a "única pessoa do mundo que te entende".

Tudo isso, enfiado em uma história de vampiros que, de tempos em tempos, é sempre bem recebida pelo público jovem.

Enfim, Crepúsculo é um bom filme, agrada em cheio à meninada, mas serve como alimento para a nostalgia de todos nós. E é registro lindo do surgimento de uma bela mulher e de uma grande atriz: Kristen Stewart.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 - 8 Comentários


Há algum tempo, fez sucesso na VIP um pequeno texto em que apareciam as principais prostitutas da TV brasileira (Bebel, Hilda Furacão, todas essas beldades). BLOGIE ficou devendo uma lista similar com as mulheres da vida do cinema.

No cinema americano, as "primas" recebem tratamento variado: em alguns casos, a coisa é meio tácita, não fica claro se a moça é do ramo ou não; em outros, chega a dar dó da condição sub-humana a que são submetidas as adeptas da profissão mais antiga do mundo. Já no cinema europeu, como era de se esperar do berço do cabecismo de cabaré, elas são vistas com reverência e compaixão. De qualquer modo, podemos juntá-las em grupos, da mais rampeira à mais requintada, e entregá-las para o deleite do leitor.


Fim de carreira: as putas de rua

Elisabeth Shue está linda em Despedida em Las Vegas, mas seu fardo é pesado: rodar pela noite de Vegas, entregar-se a bandos de moleques bêbados e escrotos, apanhar do cafetão... é papo pesado. Já Julia Roberts recebe um tratamento bem mais light no seu papel clássico: Uma Linda Mulher. Ela começa a rodar bolsinha nas ruas de Los Angeles, mas o primeiro cliente que aparece é logo o Richard Gere, um milionário que só quer conversar e que topa torrar uma grana e tempo para transformar a ruiva em uma lady. São as mais baratas do cinema. Outras putas de rua: Jodie Foster em Taxi Driver, Shirley McLaine em Irma LaDoulce, Heather Graham em Do Inferno.






















Elisabeth Shue como Sera, dando duro nas ruas de Vegas.


Miséria: as sem opção

Em Pretty Baby, de 1978, Brooke Shields é a menina de doze anos que cresce no prostíbulo. Está sendo criada para exercer o não tão nobre ofício. Mas destino muito mais desgraçado é de Monica Bellucci no filme italiano Malena. Em tempo de guerra e hiperinflação, e enquanto seu marido está servindo no front, Malena Scordia trava uma batalha mais dura pela sobrevivência: tem que se prostituir pra garantir o pão de cada dia. No fim, ainda apanha de meia população da cidadezinha e traumatiza a criançada obcecada por ela. Nós, entre eles.

















Monica Bellucci é a alegria da garotada em Malena.



Classe Média: call girls e puteiros de sofá

Manja aqueles estabelecimentos sem nome, mas que todo mundo no bairro conhece pelo número? E dos quais só se fala à boca pequena? Pois é, o puteiro de sofá é a casa de Catherine Deneuve em A Bela da Tarde. Ela é a dona-de-casa entediada que resolve preencher o tempo com alguma atividade remunerada - fazendo a alegria da moçada. Já a Linda Ash vivida por Mira Sorvino em Poderosa Afrodite é mais moderninha: atende em seu próprio apê, mediante ligações. Desbocada e com senso de humor afiado, rouba o filme de Woody Allen e ganha seu Oscar.



















Catherine Deneuve, a eterna Bela da Tarde.



Acompanhantes de luxo: fora do seu orçamento

Outra garota de programa oscarizada é Kim Basinger, que faz uma loira fatal vendida como sósia de estrela de cinema (Lana Turner) em uma lista top, no filme Los Angeles, Cidade Proibida.

Menos escancarada é a situação da puta mais famosa do cinema. Nunca fica claro se a protagonista de Bonequinha de Luxo é ou não é. Mas, apesar da discrição do diretor Blake Edwards e da elegância de Audrey Hepburn, sua Holly é prima sim. Recebe 50 dólares "para ir ao banheiro". Dá festas de arromba em Nova Iorque. Tem um "agente" que afirma tê-la descoberto, dado aulas de francês, etc. Toma champanhe no café-da-manhã e tem um gato sem nome.

Mais chique ainda é a Satine de Nicole Kidman em Moulin Rouge, a "casa de espetáculos" mais famosa do mundo. Satine é a principal estrela da companhia, destinada a duques e milionários em geral. Está totalmente fora do budget de gente normal, como eu ou você ou o escritor de meia-tigela vivido por Ewan McGregor. Satine é coisa fina, e não poderia haver escolha melhor para vivê-la do que Nicole.
























Satine está claramente out of your league, amigo.




E você? Se lembra de outra "prima" famosa? Deixe seu comentário!

E, em breve, aguarde: as maiores prostitutas do cinema brasileiro. Aqui no BLOGIE...

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

domingo, 30 de novembro de 2008 - 0 Comentários


Hoje, domingo, no Telecine Cult, às 22:00: Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci.

O mote do filme interessa: em Paris, no meio do rebuliço de 1968, um rapaz americano se aproxima de um casal de irmãos franceses, a partir de uma paixão e um lugar em comum: o cinema e sua meca daqueles tempos, a Cinemateca.

A ação (ou o mais próximo disso) se passa dentro do apartamento dos irmãos. Ali, corre um jogo de sedução, perversão e manipulação tão inexplicável quanto qualquer outro aspecto da adolescência. A qualidade vem da delicadeza com que Bertolucci trata seus jovens e suas descobertas.

E a maior descoberta do diretor é a deliciosa Eva Green, que mais tarde faria uma Bond Girl inesquecível em Cassino Royale, mas nunca esteve tão bonita, tão desejável, tão sexy, nem tão pelada quanto neste Os Sonhadores.





Eva Green é revelada, em todos os sentidos, em Os Sonhadores.





Então esqueça o Fantástico hoje, quem liga para o Bola Murcha x Bola Cheia? Vá de Eva Green em Os Sonhadores. Que é pra dar uma inspirada na semana.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

terça-feira, 25 de novembro de 2008 - 3 Comentários

A nova sensação da web, como o ligado leitor já sabe, é o Akinator, o gênio que adivinha, com poucas perguntas objetivas, qual é a pessoa ou personagem em que o internauta está pensando.

BLOGIE enfrentou o gênio, com a clara intenção de pegá-lo na curva. Mandei um Marlon Brando, e ele matou em onze perguntas. Pensei em Woody Allen, e ele adivinhou com facilidade. Personagens fictícios muito famosos, como Tony Montana, o traficante alucinado de Scarface, não são desafio para ele.

Daí já fui pras cabeças e engrossei pro lado do Akinator. Foram três rounds temáticos.



1. O gênio enfrenta a mitologia dos anos 80:

Pra começar, pensei em Spicoli, o antológico maconheiro vivido pelo Sean Penn em Picardias Estudantis. O Akinator até que não foi mal: chutou o também roubador de cenas Stiffler, da série American Pie. Continuei com as perguntas e ele sugeriu o mito, o homem, o cara: Ferris Bueller, outra lenda dos anos 80. Não chegou no Spicoli, mas passou perto.

Aproveitando o ensejo, pensei no Cameron Fry, o amigo do Ferris Bueller em Curtindo a Vida Adoidado. Em doze perguntas (entre elas, se ele realmente existiu, se foi personagem de filme e se foi famoso nos anos 80), o tal gênio decepcionou e sugeriu... o Oscar (a estatueta mais famosa do mundo). Uma vergonha!



















O Sr. Rooney pode confundir o Cameron com o chefe de polícia, mas o Akinator jamais poderia confundi-lo com uma estátua dourada sem graça...



Resolvi facilitar um pouco, mas continuei no clássico do Ferris Bueller: fui de Mia Sara, a atriz que fazia a namoradinha do Ferris. O Akinator errou novamente, mas voltou a passar perto: sugeriu outro símbolo sexual adolescente dos anos 80: a Jennifer Connelly. Não o culpo: talvez ele tenha guardado essa cena na cabeça.


Presente para os leitores mais pacientes de BLOGIE: cena tirada do pouco conhecido filme Heart of Justice, com a inigualável Jennifer Connelly.


2. O gênio encara os monstros do rock:

Jennifer Connelly, que fez aquele clipe tesão do começo dos anos 90, I Drove All Night, do Roy Orbison. Falando nele: 15 questões e pimba!

O Akinator é bom de roqueiros: testei cada um dos guitarristas que já passaram pelo Guns'n'Roses, e ele matou todos. Stevie Nicks, uma das vocalistas do Fleetwood Mac: mole. Bruce Springsteen, Tom Petty, Morrisey: fácil. Steven Van Zandt, guitarrista do Bruce: matou. Bi Ribeiro, baixista dos Paralamas: errou, mas passou perto, ao sugerir o baterista João Barone.

Daí vou para roqueiros fictícios: que tal Russel Hammond, guitarrista do Stillwater, a banda do filme Quase Famosos? Nada. E Dewey Finn, ou Mr. Schneebly, o personagem do Jack Black em Escola do Rock? Ele precisou de 34 perguntas, mas acabou acertando.

3. O teste final:

Ou seja, o Akinator, no que diz respeito a filmes, não é exatamente um Rubens Ewald Filho comentando quem são os velhinhos que aparecem na homenagem póstuma anual da cerimônia do Oscar... mas até que quebra o galho.

Mas propus um teste final para o suposto gênio: pensei em Jett Rink, o personagem caubói do James Dean em Assim Caminha a Humanidade. É um dos meus personagens preferidos, o cara descobre petróleo, vive bêbado, briga com todo mundo, fica milionário e persegue a Elizabeth Taylor por mais de três horas de filme e trinta anos de história. E o tal do Akinator respondeu... Ennis Del Mar, o caubói gay de Brokeback Mountain.













Separados no nascimento? Só na cabeça doentia do Akinator!




Assim não dá, Akinator!

Marcadores: , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 - 3 Comentários



Só o amor incompleto pode ser romântico.

Esta é a máxima de Maria Elena, a personagem de Penélope Cruz no novo filme de Woody Allen, que estréia nesta sexta (14 de novembro) nos cinemas brasileiros.

A frase resume bem o espírito do filme, mas não explica a coisa toda. Para entender o pensamento desesperado de Maria Elena, é necessário mergulhar na gangorra de felicidades e angústias que balança durante as duas mais que agradáveis horas de Vicky Cristina Barcelona.



















Woody Allen dirige seu elenco dos sonhos: Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem.


Em ritmo de diário de viagem, Allen escolheu Barcelona como o cenário quase surreal para esta trip emocional de duas amigas americanas que passam o verão na bela capital catalã. Muita gente acusou Allen de mostrar uma Barcelona de cartão postal, não revelando "o verdadeiro espírito catalão", etc... mas esse é exatamente o ponto de vista escolhido: o que vemos é a Barcelona de turista, da catedral do Gaudí e outros pontos manjados, e ela é exótica e romântica o suficiente para estabelecer um pano de fundo atraente para a busca de cada personagem.

Cristina só sabe o que não quer (logo, tenta um pouco de tudo)

No que diz respeito ao conteúdo, o filme mantém parentesco com outra obra madura de outro grande diretor americano: Closer - Perto Demais, de Mike Nichols. Ambos tratam da incapacidade de seres humanos adultos cultivarem e manterem relacionamentos sadios, estáveis e felizes. A diferença está no olhar: enquanto Nichols deu sabor amargo à sua peça, creditando a tal incapacidade à necessidade patológica de mentir e buscar o que não se tem, Allen prefere ser mais condescendente, sendo até simpático aos defeitos e inconstâncias de seus personagens. Para ele, as pessoas nunca sabem o que querem - só sabem o que não querem.

E este é o lema da Cristina do título - Scarlett Johansson, evoluindo mais um pouco na personificação do alter-ego do diretor (insegura quanto ao próprio talento, verborrágica, gesticulante). É com ela que Allen se identifica, e é nela que ele projeta a culpa por pertencer a uma cultura materialista (leia-se "americana"), o sentimento de impotência perante à exuberância da arte européia e a falta de respostas para as grandes questões da vida.

Aos sábios europeus - no caso, Javier Bardem, divertindo-se num papel canastrão, e sua ex-esposa Maria Helena -, cabem as respostas definitivas e o olhar pretensamente leve sobre a vida e os relacionamentos. Com resultados igualmente inócuos: Bardem, como um artista plástico sedutor, não consegue se livrar do impacto da ex-esposa, mimetizando até seu estilo de pintura. Já a personagem de Cruz, embora talentosa, inteligente e linda, não consegue se assentar com o homem que ama - e que a idolatra. Para ela, sempre falta um ingrediente - e, pelo menos por um tempo, o ingrediente é encontrado na insegura Cristina.

E aí entra aquela tal cena, da qual todos ouvimos falar, em que Scarlett Johansson e Penélope Cruz se beijam. É uma cena bonita, bem feita, "quente" em sua cor vermelha e tudo mais... mas não é tudo aquilo que promete ou que poderia render. Não é isso que deixará Vicky Cristina Barcelona na história.

Vicky sabe o que quer, mas prefere não mexer com essas coisas

Quem realmente rouba o filme é a Vicky do título, Rebecca Hall (de O grande truque). Trata-se de uma atriz carismática e de nuances, em uma performance menos histérica do que a de Penélope Cruz, mas mais talentosa. Vicky, da dupla de turistas americanas, é quem mantém a cabeça no lugar, reprimindo seus impulsos e apostando na estabilidade das convenções sociais e no racional - angariando a mesma infelicidade e sensação de amor incompleto dos outros.

Ela se envolve, como parece inevitável para qualquer mulher que tenha passado a alguns quilômetros de distância do set do filme, com o tal pintor sedutor vivido por Bardem. Opta por manter seu noivado com um jovem executivo americano, retratado como um babaca previsível - mas no fundo, uma boa pessoa.

















Todos falam de Scarlett e Penélope, mas Rebecca Hall entrega a melhor atuação do filme.


No final, todos os personagens - desde os principais até os secundários, como o pai octagenário de Bardem ou os tios abastados de Vicky - podem atestar as duas frases que resumem a impotência e a angústia das enamoradas Cruz e Johansson: ninguém sabe o que quer; só o que não quer. E só o amor incompleto pode ser romântico. Por conseqüência, nunca se atinge a felicidade plena: o que se tem é uma busca constante, esperançosa e angustiante pelo relacionamento perfeito.



E é nessa sensação de entrega e dúvida que se vive a vida. Durante o verão de Vicky e Cristina em Barcelona, é isso que fazemos: vivemos a vida, esperançosos e angustiados, mas plenos e esplendidamente humanos.


Marcadores: , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 12 de novembro de 2008 - 0 Comentários



Só o amor incompleto pode ser romântico.

É o que diz a espanhola Maria Elena à americana Cristina, em Vicky Cristina Barcelona, o novo filme de Woody Allen, que estréia no dia 14 de novembro por estes lados.

Sem entrar no mérito do filme (que BLOGIE já assistiu, gostou e vai discutir ainda nesta semana), é chegado o momento de celebrar o amor platônico, mas comovente, de Allen pela sua atual musa: Scarlett Johansson, a tal Cristina do filme.
















A verdade é uma só: Woody Allen faz bem a Johansson, afinal a lenda que vai se criando sobre ela ser a musa do autor sempre ajuda, mas a moça faz muito um bem maior ainda ao diretor.

Ele vinha de uma série de filmes meio assim, assim, até que cismou em colocar a loira como a americana que faz todo mundo perder a cabeça em Match Point, seu primeiro filme rodado fora dos EUA. O filmaço, que entrou imediatamente para a antologia de Allen, ganhou indicação ao Oscar de melhor roteiro e se tornou seu maior sucesso comercial. A partir daí, Scarlett tem estrelado a "fase européia" do diretor, que inclui Scoop - o Grande Furo, na qual ela revela um inédito talento para a comédia e, agora, Vicky Cristina Barcelona, ambientado na cidade catalã.

A boa fase recolocou a moral de Woody em alta, fazendo-nos lembrar das suas duas grandes fases, nas quais ele sempre esteve amparado por musas bem definidas: a primeira, entre 1975 e 1982, trazia Diane Keaton como o alvo amoroso que intimida os personagens de Allen. As mulheres de Keaton são sempre inteligentes, inalcançáveis e maluquinhas da silva. Dessa safra, vieram Manhattan, A Última Noite de Boris Grushenko, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e Sonhos de um Sedutor (neste, Allen não dirige, embora tenha escrito o roteiro). Durante parte desse período, Woody e Diane formaram, de fato, um casal.

Já a segunda grande fase veio logo depois: do começo dos anos 80 ao início da década de 90, Mia Farrow foi esposa e protagonista de quase todos os filmes do baixinho. E que filmes! A Rosa Púrpura do Cairo, Hannah e suas Irmãs, A Era do Rádio, Crimes e Pecados, Maridos e Esposas... E ainda os "filmes suecos" Setembro, Neblina e Sombras... Mia Farrow ganhou papéis inesquecíveis, nos quais ela é insegura, talentosa e pura em doses equilibradas.

Mas nada se compara, em temperatura, aos momentos que o diretor dá a Scarlett Johansson, com quem, ao que apontam as notícias, não rola nada além dos laços profissionais. Sem chegar às vias de fato, velhinho que está, Woody canaliza toda seu apreço pela atriz no ato de fotografá-la:
















Penélope Cruz e Javier Bardem ajudam a compor o cenário que emoldura Johansson em cena de Vicky Cristina Barcelona.


Não que Allen seja um velho babão: ele não entrega o filme à tara de exibir a moça, como tanta gente tem feito - a bem da verdade, ele dá igual destaque e carinho a Penélope Cruz, que "rouba" boa parte das cenas, e a Rebecca Hall, que é, no fim das contas, a atriz principal do filme (cargo que ela ocupa com enorme demonstração de talento). Mas é notável como ele se embevece da loirinha, usando-a como um adereço muito atraente e apetitoso. É pelos olhos dela, curiosos e ingênuos, que ele prefere descobrir o mundo:



















Em suma: Woody Allen, assim como outros gênios do cinema (Hitchcock, Truffaut, Wilder), ama as mulheres e emprega parte expressiva de sua arte a serviço de fotografá-las, mas, assim como os colegas citados, atinge os melhores resultados quando o amor é platônico.


Talvez por isso seus personagens constatem: só o amor incompleto pode ser romântico.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

segunda-feira, 10 de novembro de 2008 - 0 Comentários


O novo filme de Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, é uma verdadeira coletânea de coisas que montam a vida como deveria ser: jantares com vinho, passeios por Barcelona, um final-de-semana despretensioso em Oviedo, pouco ou nenhum trabalho, carros conversíveis - e, claro, Scartlett Johansson, Penélope Cruz e Rebecca Hall, de preferência juntas.


















A vida é mansa para os personagens de Vicky Cristina Barcelona. Ou não...

Allen sabe das coisas, e não é de hoje: em Manhattan (o preferido de BLOGIE), o próprio diretor, no seu usual papel de intelectual mal resolvido, se põe a listar "as coisas que fazem a vida valer a pena". De um modo geral, ele lista as obras-de-arte que ocupam o universo das pessoas urbanas, dando uma aliviada no sofrimento causado pelas neuroses... mas termina com a constatação de que há algo na lista que está (ainda) ao seu alcance.

Acompanhe a lista de Woody Allen e monte a sua!

1- Grouxo Marx (ídolo de Allen, homenageado em outros filmes, como no final de Hannah e Suas Irmãs e numa festa de réveillon em que todos devem usar o bigode de Grouxo em Todos Dizem Eu Te Amo);

2- Louis Armstrong, na gravação de Potato Head Blues (que você também ouve no início de Harry & Sally, da Nora Ephron);


3- O segundo movimento da Sinfonia de Júpiter, de Mozart.


4- Filmes suecos - mas Allen não se refere ao gênero que celebrizou a arte sueca mais instintiva... ele se refere ao outro ídolo, Ingmar Bergman, de O Sétimo Selo e outras coisas tristes e reflexivas.



5- A Educação Sentimental, de Flaubert. O que tem muito a ver com Manhattan.

6- Marlon Brando. Jack Nicholson, que foi vizinho de Brando em Hollywood, certa vez disse que Brando não fazia sombra. Esse é o tamanho da lenda do cara.

7- A voz de Frank Sinatra.

8- "Aquelas incríveis maçãs e pêras do Cézanne", referindo-se à famosa série de natureza morta do pintor Paul Cézanne... a série está no Metropolitam Museum, em NYC.






















9- Siri no Sam Wo's. BLOGIE não trabalha com caranguejos e siris. Mas acredita no mestre.

10- O rosto de Tracy... Tracy, no caso, é a sua namoradinha adolescente no filme, vivida por Mariel Hemingway (neta do escritor Ernest Hemingway).



















Amor juvenil depois de velho: Woody sopra uma gaita enquanto Tracy (Mariel Hemingway) toma um milk-shake.



E você? Qual a sua lista de coisas que fazem a vida valer a pena?


Na minha, o item "estréia de um filme novo do Woody Allen por ano" ocupa lugar de destaque.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

sábado, 8 de novembro de 2008 - 2 Comentários


MAIS UM BOM MOTIVO PARA VER QUANTUM OF SOLACE

Por Thales de Menezes



Bondmaníaco que se preza sabe utilizar as classificações Bond Girl e bond girl.

Explicando: o agente sempre pega algumas garotas a cada filme, mas uma delas é a principal, a "mocinha", aquela que se envolve mais com ele na trama. No novo filme, Olga Kurylenko é essa Bond Girl, com maiúsculas. Aqui, no site da VIP, você encontra várias fotos da atriz ucraniana.

Mas existem as outras, que ele pega pelo caminho... São as bond girls, igualmente gostosas mas, digamos, do segundo time. Em Quantum of Solace a bond girl da vez é a inglesinha Gemma Arterton, no papel da agente Fields. Olha ela aí, ao lado de Daniel Craig:



















Não achou nada de mais? Achou muito formal? Calma, amigo. Nunca diga nunca. Bond jamais descarta uma olhada mais atenta.


















Melhor, não? Mais à frente, ela protagoniza ainda uma cena que, ao mesmo tempo, presta homenagem e passa a integrar a mitologia 007.
E ela ainda está em cartaz também em Rock'n'rolla, o novo filme de Guy Ritchie, numa semana de destaques britânicos no cinema.

Pois é ela, Gemma Arterton, a bond girl descartável, a musa desta semana.


Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

terça-feira, 28 de outubro de 2008 - 2 Comentários


Mais três candidatos a melhor cena lésbica da história do cinema: um é franco favorito e lidera a votação; o outro é um tanto subestimado, pois é de primeiríssima qualidade e merece um lugar no pódio; e o terceiro corre por fora, mas vale por trazer uma atriz de primeiro escalão.

Leia, assista, vote na melhor cena lésbica da história do cinema:

Garotas Selvagens (1998)


As atrizes: Neve Campbell & Denise Richards

Nem há muito o que dizer. Esse filme meio trash da virada do século virou um hit das locadoras Blockbuster que invadiam nossos bairros, e serviu de piloto de provas da função quadro-a-quadro dos primeiros DVD Players no mercado. A razão: Neve Campbell, então a estrela pós-teen do momento, e Denise Richards, apropriadamente selvagem. Elas botam pra quebrar e arrastam um Matt Dylon abençoado para o fundo do poço.




Procura-se Amy (1997)

As atrizes: Joey Lauren Adams e Carmen Lee

Neste belo exemplar de cinema-tributo à cultura pop descartável, o tema é o cara bacana (um improvável Bem Afleck) que se apaixona por uma lésbica. O filme fez de Kevin Smith o Nick Hornby do cinema, o ápice dos nerds no poder cultural. Muita coisa sobra dali: o monólogo romântico de Afleck no final do filme, a revelação de Jason Lee como um belo ator cômico, o clima de amizade que permeia todo o filme entre os personagens masculinos - e, acima de tudo, a cena em que Joey Lauren Adams (a Amy do título) desce do palco, caminha em direção a Afleck e tasca um beijo numa loirinha da platéia. Enjoy it:




Fogo Sagrado (Holy Smoke, 1999)

As atrizes: Kate Winslet e desconhecida

O filme é desconhecido, apesar de trazer Kate Winslet (então uma atriz já alçada ao primeiro escalão, dois anos após Titanic) e Harvey Keitel. Sinceramente, eu ignorava a sua existência. Mas nada que uma pesquisinha na Internet não sugerisse a inclusão na nossa votação: Kate manda ver com uma anônima, sem medo de ser feliz.





E você? acha que ficou algo de fora nos nossos indicados? Deixe seu comentário!

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

sexta-feira, 24 de outubro de 2008 - 2 Comentários


Bond, James Bond. Em casa, na VIP


A cada filme novo da série, é a mesma coisa: todo mundo quer saber quem é a nova Bond Girl. Geralmente, é uma atriz de terceiro ou quarto escalão (quando não simplesmente uma não-atriz), mas sempre um monumento. A beldade da vez é Olga Kurylenko, uma atriz-modelo ucraniana, que já fez uns filmes franceses (Paris, Te Amo é o mais conhecido) e um americano (Hitman, Assassino 47). Fala-se dela (como se fala de toda Bond Girl) como se um mundo estivesse prestes a se abrir.




















E quem duvida que o futuro de Olga Kurylenko é brilhante?


Mas, a julgar pelas moças que a antecederam, pode ser que isto aqui seja o topo. Exceções feitas a Halle Berry, que já tinha um Oscar e tudo antes de fazer par com 007, e a Teri Hatcher, que conseguiu se reinventar como balzaca desejável na TV em Desperate Housewives, as Bond Girls costumam ser lembradas em almanaques justamente por serem isso - Bond Girls.


Esse negócio da garota escolhida para transar com 007 é um dos grandes atrativos de cada novo filme, mas convenhamos: James Bond é o cara, ele pega todas, mas poderia pegar a melhor, a mais desejável, a mais talentosa, a garota proibida. As atrizes mais lindas e mais conceituadas geralmente torcem o nariz para esse papel-objeto. Bobagem. Todas elas assumem esse tipo de papel aqui e ali. Se houvesse justiça no mundo, esta seria a lista das Bond Girls para cada era da série 007:

>Veja algumas bondgilrs pagando peitinho em outros filmes



1962 - Audrey Hepburn: a Bonequinha de Luxo era a mulher mais elegante e a maior estrela de Hollywood na época em que saiu o primeiro filme de Bond (007 Contra o Satânico Dr. No). Era chique demais para sair do mar em trajes mínimos, como fez Ursula Andress. Mas topou fazer a garota de programa Holly Golightly, que se tornou sua marca registrada.






















1969 - Jane Fonda: talentosa e inteligente, dona de rosto e corpo dos melhores da história do cinema, Fonda encarava as maiores baixarias para agradar seu marido, Roger Vadin. Numa dessa, topou Barbarella, a mulher do espaço que matava homens com sua vagina dentada. Pagaria menos mico como parceira de cama de James Bond em 007 a Serviço de Sua Majestade.





















1977 - Jessica Lange: a atriz ganhou dois Oscars e se tornou uma lenda mas, no final da década de 70, era só um rostinho bonito (fazendo jus: era perfeita) se iniciando no cinema. Apenas um ano antes, protagonizou a versão meio capenga de King Kong - da qual só ela resta como atrativo. Em 007, o Espião que me amava, seria uma Bond Girl inesquecível (ainda que Barbara Bach tenha ido muito bem).























1987 - Cindy Crawford: com a série indo mal, lançando mão até de A-Ha para a trilha sonora (The Living Daylights), era demais pedir por uma atriz de primeiro escalão. Mas seria uma estréia no cinema mais digna para a modelo e ícone oitentista da gostosura Cindy Crawford, que faria papelão, alguns anos depois, em um filme de ação desprezível (Carga Máxima? Atração Explosiva? Algo assim...).























1995 - Nicole Kidman: a então Sra. Tom Cruise não toparia ser uma presa fácil de James Bond, ainda mais numa nova versão, ainda sub júdice. Nicole bombava em To Die For, do Gus Van Sant, onde ela aparece mais desejável do que nunca - e ainda provou pela primeira vez ser uma atriz de verdade. Mas também topou, no mesmo ano, ser presa fácil do Batman de Val Kilmer, em Batman Forever, filminho sem vergonha que botou a série do mascarado na descendente. Faria negócio - muito - melhor se entrasse de Bond Girl em 007 Contra GoldenEye, filme que deu início à fase Pierce Brosnan.
















2008 - Naomi Watts: ela é linda, é boa atriz e já ganhou algumas indicações ao Oscar. Fez dramas pesados como Cidade dos Sonhos e 21 Gramas, protagonizou o grande sucesso do terror O Chamado, está numa posição de só escolher papéis que possam lhe render um Oscar. Mas também encarou a nova versão de King Kong, um pouco melhor do que aquela da Jessica Lange, mas ainda assim constrangedora. Linda e entregue que estava ao macacão, poderia servir de par para Daniel Craig no novo Quantum of Solace.























Espero que tenham gostado da lista das Bond Girls que poderia ter sido... Mas isso não significa que não devamos aproveitar a Bond Girl da vez. Aguardem mais fotos de Olga Kurylenko!

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 - 1 Comentários


No post de hoje, vamos com três candidatos: um franco favorito (com a estrela Naomi Watts), um para os nostálgicos e um para os pubescentes que freqüentam esta área...

Leia, assista, vote na melhor cena lésbica da história do cinema:

Cidade dos Sonhos (2001)

As atrizes: Naomi Watts & Elena Harring

Esta é a verdadeira obra-prima de David Lynch. Muito respeito por todos os filmes melhores que ele fez, mas só Cidade dos Sonhos tem Naomi Watts e Elena Harring se conhecendo, se apaixonando, andando de mãos dadas e se beijando (com e sem roupas). Ninguém entendeu o que significa o filme e seus mil símbolos sobre sonhos e etc e tal, mas quem se importa? Veja a cena em que as personagens perdidinhas de Lynch se beijam pela primeira vez (é uma versão light, com a nudez devidamente cortada):




The Hunger (1983)

As atrizes: Catherine Deneuve & Susan Sarandon

Nesse filme gótico dos anos 80, há vampiros, David Bowie, música do Bauhaus na abertura (Bela Lugosi is Dead) - e há Catherine Deneuve como a representante de uma casta de vampiros que são imortais, mas que, a partir dos 300 aninhos de idade, começam a envelhecer como uma pessoa normal. Rola um papo cabeça sobre o envelhecimento (e o filme envelheceu mal), mas o que ainda se salva é a cena em que Deneuve seduz Susan Sarandon. Um tanto cheia de maneirismos, mas ainda uma bela cena. Confira:




Aos Treze (2003)

As atrizes: Evan Rachel Wood & Nikki Reed

Atenção: só vote se você for menor de idade!

Neste filme de direção delicada, atuações poderosas e roteiro honesto, inteligente e confessional escrito por uma das adolescentes protagonistas, é até sacanagem botar nesta eleição a cena em que as meninas se beijam meio de brincadeira. Mas a molecada que cai de pára-quedas por aqui pode votar sem culpa!



Em breve: Garotas Selvagens (outro favorito), Segundas Intenções e muito mais!

E amanhã, não perca: BLOGIE dá início à série ESPECIAL 007, na contagem regressiva pelo lançamento de 007: Quantum of Solace , o novo filme da série. Nos vemos aqui!

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 22 de outubro de 2008 - 0 Comentários

Para ajudar o leitor a escolher a melhor cena de amor feminina do cinema, BLOGIE dá início a uma série em que dissecamos as indicadas para a eleição. Serão três filmes por post. Indo direto ao assunto:

Femme Fatale (2002)

As atrizes: Rebecca Romijn-Stamos & Rie Rasmussen

Já começamos com o favorito deste blogueiro. No filmaço de Brian DePalma, a seqüência de abertura mostra a monumental Rebecca Romijn-Stamos (minha teoria: só não aparece nas 100 Mais Sexy da VIP porque o nome é difícil) realizando um roubo de diamantes na sessão de abertura do Festival de Cannes. É um negócio antológico: as tomadas são gigantes, tudo é enorme e bonito e acompanhado pelo Bolero de Ravel, e os tais diamantes estão cravados em uma vestimenta ínfima que reveste a modelo Rie Rasmussen.

Pois bem, o papel de Rebecca, na qualidade de ladra internacional, é seduzir a modelo e arrancar a roupa dela. E, enquanto as duas (e nós) ficam(os) entretidas(os), um terceiro vem e troca a tal roupa de diamantes por outra com brilhantes vagabundos.

Só vendo pra crer. Uma compilação da cena (mas funciona melhor vendo a seqüência toda, vá à
locadora!):


Pedro Cardoso diria que Brian DePalma é tarado. E é mesmo, para o bem da arte e dos nossos olhos!




Rock Star (2001)

As atrizes: Jennifer Aniston & Dagmara Dominczyk

Nessa história sobre o cantor de uma banda cover que é convidado para assumir o posto de vocalista da banda dos seus ídolos, três coisas chamam a atenção: 3) o fato de que a coisa toda é inspirada na história real do Judas Priest (como fica claro no som, nas roupas e no lance do vocalista original que assume ser gay); 2) a revelação de Mark Walbergh como um grande ator; e 1) Jennifer Aniston como a namorada de Walbergh, toda boa-menina-porém-soltinha. Em determinada cena, numa balada esquema "festa estranha, com gente esquisita", ela erra o grau nos entorpes e acaba dando um beijo na assessora da banda. Avalie:



Com esse tipo de ação, Friends duraria mais dez temporadas!


Show de Vizinha (2004)

As atrizes: Sung Hi Lee & Amanda Swisten (sob o olhar atento de Elisha Cuthbert)

Show de Vizinha é uma comédia adolescente que promete pouco e entrega muito. O filme é bom, é engraçado, tem ótima trilha sonora (com clássicos do Who, do Queen e do Echo & the Bunnymen) - e tem Elisha Cuthbert como Danielle, uma atriz pornô que, sem revelar sua identidade, engata um namoro com um aluno exemplar em idade colegial. Na inevitável noite do baile de formatura, o rapaz e seus amigos nerds arrumam umas amiguinhas de trabalho de Danielle. Para o choque dos virginais rapazes, as duas se beijam de maneira tórrida e artificial
(bem a cara de beijo de mulher em filme pornô).

Dá pra discorrer sobre a visão amarga do "sonho americano" e da sua ética duvidosa retratada no filme, mas tenho certeza de que isso interessa bem menos do que as moças da limousine e, principalmente, do que Elisha Cuthbert - que é o que vale o ingresso.

No fim das contas, pra dar uma força para Show de Vizinha, BLOGIE declina de mostrar o beijo das personagens periféricas e opta por mostrar o que o filme tem de melhor:





















Mais vale uma Danielle molhada do que duas quengas se pegando.


Fique esperto: nos próximos dias, todos os filmes indicados serão comentados aqui no BLOGIE... Leia, assista, comente, vote!

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

terça-feira, 21 de outubro de 2008 - 0 Comentários

Poucos filmes oferecem perspectiva tão positiva quanto Vicky Cristina Barcelona: dirigido por um Woody Allen em ótima fase (já conhecida como sua "fase européia", que inclui Match Point e Sonho de Cassandra), o filme traz a atual musa Scarlet Johansson, agora com o reforço de Penelope Cruz. Ambientado na bela Barcelona. Pouco? Pois veja o trailler do filme e veja as duas moças beijando e se atracando com todo o elenco masculino (isto é, Javier Bardem) e, principalmente, uma à outra. E conte os minutos para a estréia!


OK, a dica é: a cena acontece aos 2 minutos. Mas veja o trailer inteiro!

Para quem mora em São Paulo, a espera pode durar pouco: nos próximos dias 27 e 28 de outubro, a Mostra de Cinema exibirá Vicky Cristina Barcelona. Depois dessas duas sessões, só pro final de novembro, amigo.

Enquanto isso, participe da votação aí ao lado:
que filme tem a melhor cena lésbica da história do cinema?

Se ficou na dúvida diante de tantas opções embevecedoras, BLOGIE dá uma mãozinha: aqui você encontrará, diariamente, breves posts e imagens das cenas selecionadas. Esta é a eleição em que dá gosto votar!

Marcadores: , , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 2 de outubro de 2008 - 0 Comentários

Entre as bombas que estão estreando, nenhuma é tão roubada quanto Mulheres - O Sexo Forte. O grande chamariz do filme (para as mulheres) é a volta de Meg Ryan, ex-rainha das comédias românticas.

Mas o triste mesmo é ver o estado de Meg, toda retalhada pelas cirurgias plásticas. Veja o estado atual da jovem senhora, em cena do tal filme:















E olha que já rolou um Photoshop...


Bom, mas nem sempre foi assim. E nem sempre ela interpretou a mocinha quase assexuada. Meg Ryan já foi uma gostosa! Se não acredita, cheque a lista desta semana: Meg Ryan, quando valia a pena.


5- Top Gun (1986)














Bronzeada e falante, como a esposa do Goose, o parceiro de vôlei e vôo do Maverick. Participação pequena, mas ela é melhor do que a Kelly McGillys.


4- Viagem Insólita (1987)


No filme de Joe Dante (produzido por Steven Spielberg), Dennis Quaid é o piloto de provas que entra em um experimento fantástico: se miniaturiza e navega dentro do corpo de um homem (no caso, Martin Short). Meg Ryan, ainda de cabelos curtinhos, é a namorada gata que ele tenta reconquistar de dentro do outro... na cena acima, vemos Meg sendo devidamente cortejada por Quaid, que canta um clássico de Sam Cooke.



3- Joe Contra o Vulcão (1990)















Meg Ryan como Angelica (à esq.) e como Patricia (à dir., ao lado de Tom Hanks)


No primeiro dos três filmes que fez com Tom Hanks, em Joe Contra o Vulcão Meg tem três papéis - a secretária sem graça Dee Dee, a problemática Angelica e gata Patricia.

A graça do filme está nela e em Hanks, engraçadíssimo como um sujeito com um péssimo emprego, cansado da vida e que é diagnosticado com uma doença terminal ("nuvens no cérebro"). No final das contas, o casal vai parar em uma ilha habitada por aborígenes que adoram um vulcão. Absurdo, mas engraçado.



2- Harry & Sally (1989)



No filme que a transformou em uma estrela do primeiro escalão de Hollywood (e que serviu de gabartio para todas as comédias românticas que vieram nos dez anos seguintes), ela é Sally Allbright, a mulher que mostra a Billy Cristal como se finge um orgasmo... clique, assista e aprenda.

1- The Doors (1991)











Meg deita e rola com Jim Morrison, digo, Val Kilmer.



No filmaço de Oliver Stone sobre os Doors, Meg é Pamela Courson, a namorada pé-na-jaca do Rei dos Pés-na-Jaca, Jim Morrison. No auge da fama e da beleza, arriscou até um peitinho, em cena onde Morrison manifesta maior afeição por uísque do que por mulher pelada.

OK, não é exatamente um currículo pra fazer frente aos da Charlize Theron (vá ao Arquivo Confidencial), da Kim Basinger (veja a VIP deste mês) ou da Monica Bellucci (VIP do mês passado) - essas encaram toda e qualquer parada -, mas até que está bom para alguém que ostentou o título de "namoradinha da América"...

Marcadores: , , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 - 2 Comentários

Dando início a uma série: BLOGIE sempre trará listas relacionadas aos posts e filmes do momento. Por hoje, em homenagem à Donna Sheridan de Meryl Streep em Mamma Mia!, listamos outras mulheres maduras que chutam rabos no cinema.

Se você gosta de rankings de tudo, com ou sem apuro jornalístico, com ou sem maldade, com ou sem imparcialidade, conheça o Lista de Tudo


4- Diane Keaton, Goldie Hawn e Bette Midler em O Clube das Desquitadas (1996)





MovieWeb - Movie Photos, Videos & More

Elise Elliot (Goldie Hawn) é uma atriz decadente e chegada num copo. Quando sua amiga Brenda (Bette Midler) a acusa de alcóolatra - exibindo, como prova, uma penca de garrafas de vodca vazias -, Elise não perde a pose:
- Eu tive convidados.
E Brenda responde:
- Quem? Guns'n'Roses?


3- Anne Bancroft em A Primeira Noite de um Homem (1966)




















Aqui ela aparece em um momento mais introspectivo, mas a Mrs. Robinson de Anne Bancroft sabia o que queria, e encheu os olhos de quem viu a obra-prima de Mike Nichols. Num filme que marcou época ao falar de choque de gerações e outros cabecismos do fim dos anos 60, quem dava a última palavra era sempre ela, como na memorável cena em que ela dá instruções para o jovem Benjamin (Dustin Hoffman) preparar a alcova. Nunca ninguém pediu a conta com a segurança de Mrs. Robinson.



2- Annette Bening em Adorável Julia (2004)
Adequada como grande dama do teatro inglês, Annette Bening traça sem dó um rapaz metido a malandro, ridiculariza a rival mais nova e celebra seu sucesso jantando sozinha, matando um senhor copo de cerveja. Veja no trailer quem manda no pedaço:




1- Mama Fratelli, dos Goonies (1985)



















Durante os primeiros anos da adolescência, o que queríamos saber era: aquele bicho feio que comandava a quadrilha dos Fratelli era mulher mesmo?

A resposta é: sim. Anne Ramsey tinha 56 anos quando viveu Mama Fratelli, a mulher mais durona da história do cinema. Arrancou os filhos da cadeia, manteve em cárcere privado um monstrengo parido por ela mesma, perseguiu criancinhas e protagonizou uma cena de tortura de deixar o Capitão Nascimento parecendo um recruta - aquela em que ameaça mergulhar a mãozinha gorda do Chunk no liquidificador, enquanto arranca dele o serviço todo. Aterrorizante.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

Publicidade