segunda-feira, 10 de agosto de 2009 - 0 Comentários

Ainda em homenagem ao grande John Hugues, o inventor dos anos 80 como gostamos de lembrá-los, sugiro o vídeo abaixo para começar bem a semana:


Curtindo a Vida Adoidado: Mathew Broderick fecha a Parada de Chigago cantando Twist and Shout, dos Beatles.

Salve Ferris! Salve John Hugues!

Boa semana a todos.

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domingo, 26 de julho de 2009 - 2 Comentários

Direto do fundo da memória: o filme é La Bamba, cinebiografia de Richie Valens, um dos astros da primeira geração de roqueiros, morto no mesmo acidente aéreo que pôs fim às vidas de Buddy Holly e Big Bopper. Valens é o cara que eternizou La Bamba e mais dois hits, Come On, Let's Go e a balada Donna.

A cena é a do funeral do cantor - vemos a mãe, a namorada e principalmente o irmão sofrendo a perda. Não seria grande coisa, se não fosse a trilha sonora... Confira:



A música é Sleepwalk, um instrumental lindo de guitarra gravado por Santo & Johnny, em 1959.

Ela também foi usada em um dos filmes malucos do Terry Gilliam, Os Doze Macacos. É naquela cena em que o Bruce Willis ouve, no rádio do carro, uma música que lembra sua infância. A própria.

Pra começar a semana com a alma lavada: veja os autores da pequena obra-prima, executando a belezinha com duas guitarras - uma normal, a outra deitada ("steel guitar", para os entendidos).




Boa semana!

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 - 0 Comentários

Na tentativa de deixar a festa mais ágil e menos chata, os organizadores do Oscar andam com a mania de empacotar as 5 músicas indicadas a melhor canção em um blocão de seis minutos, onde cada uma é apresentada rapidinho por seus intérpretes, na linha "se vira nos trinta".

Por esse motivo, Peter Gabriel, indicado por sua contribuição na animação Wall-E, anunciou nesta semana que não se apresentará na festa da Academia. Com isso (e com a não indicação de The Wrestler, do Bruce Springsteen, por O Lutador), o que já se anunciava meio chocho fica completamente chato. Não haverá nenhum grande nome da música na festa do cinema. Uma pena.

Na verdade, o Oscar nutre a tradição de esnobar as melhores canções, e especialmente as populares. Veja a lista das melhores canções originais que foram indicadas, mas NÃO ganharam o Oscar:



Live and Let Die, de Paul McCartney (1973):












Após o fim dos Beatles, Paul resolveu compor sua primeira trilha para um filme, e fez uma obra-prima de encomenda: Live and Let Die, música-tema de Com 007, Viva e Deixe Morrer. A canção se tornou um clássico do repertória de Macca, que sempre a executa com o devido estrondo e fogos de artifício em seus shows...

... Mas a Academia preferiu premiar a melada The Way We Were, da Barbra Streisand, trilha do romântico Nosso Amor de Ontem, com a própria e com o Robert Redford. Lamentável.


Cheek to Cheek, de Irving Berlin (1935):

Heaven, I'm in heaven... hoje, é inacreditável que essa música, que virou praticamente sinônimo de cinema, não tenha vencido o Oscar de melhor canção. Cantada por Fred Astaire em O Picolino, é uma das melhores músicas do século 20, e foi homenageada dezenas de vezes em outros filmes. A mais famosa está em A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen, que começa e termina ao som da voz de Astaire seduzindo Ginger Rogers enquanto canta Cheek to Cheek.


Veja cena de O Picolino, com direito a legenda mostrando a letra de Cheek to Cheek.



Against All Odds (Take a Look at Me Now), de Phill Collins (1984):

OK, você pode odiar Phill Collins. Mas Against All Odds (trilha do filme homônimo) é uma bela música, foi um enorme sucesso e é de arrepiar. Mas a canção foi derrotada por outro enorme sucesso: a insuportável I've Just Called to Say I Love You, do Stevie Wonder.



That Thing You Do, trilha de The Wonders - O Sonho Não Acabou (1996):

O primeiro filme dirigido por Tom Hanks é sensacional: a história de uma bandinha americana que, na cola do sucesso dos Beatles, emplaca seu único sucesso e se dissolve. Teve relativo sucesso, mas mais sucesso fez a música da banda: That Thing You Do (composta pelo profissional A. Schlesinger, com toques na letra dados pelo próprio Tom Hanks) arrebentou de tocar nas rádios e nas baladas da época, e era o espírito do filme. Um erro imperdoável da Academia.


Gonna Fly Now, trilha de Rocky, o Lutador (1976):

Uma das cenas mais conhecidas de todos os tempos trazia Rocky Balboa (Silvester Stallone) correndo pelas ruas da Philadelphia, preparando-se para a grande luta contra Apollo, o Doutrinador. Qual a graça de ver um brutamontes correndo na rua?

A resposta: a música Gonna Fly Now, de Bill Comte e C. Connors. Cheia de metais e arranjada em uma verdadeira muralha sonora, a canção dá o tom épico que era necessário à jornada de Rocky. É uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos, talvez a melhor.
Mas ficou sem o Oscar daquele ano.


A Patacoada: Mrs. Robinson, de Simon & Garfunkel (1967):

Essa foi triste: Paul Simon emprestou os sucessos de sua dupla folk, Simon & Garfunkel, para o diretor Mike Nichols enfeitar sua pequena obra-prima, A Primeira Noite de um Homem. Melhor ainda, ele compôs uma canção especialmente para a ocasião: Mrs. Robinson, que virou um clássico absoluto do cancioneiro americano.


Veja e ouça Mrs. Robinson, em cena de A Primeira Noite de um Homem.


Mas aí, lá vai Paul Simon se esquecer de preencher o formulário da Academia. Com isso, Mrs. Robinson não pôde concorrer a um Oscar certo. A Primeira Noite de um Homem ganhou o Oscar de melhor direção, e a história fez justiça à canção. Mas Paul Simon ficou sem seu Oscar. Sobre o episódio, ele declarou: "eram os anos 60, a gente não estava prestando atenção."

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 - 3 Comentários

Há pouco mais de um mês, Bruce Springsteen ganhou um Globo de Ouro pela canção The Wrestler, composta especialmente para o filme O Lutador , estrelado pelo Mickey Rourke. Infelizmente, a premiação não vai se repetir no Oscar: Bruce foi esquecido pela Academia e, neste ano, não teremos grandes nomes da música no Kodak Theater.

Mas vale lembrar dos gênios da música pop que já ganharam um Oscar. Veja a lista:


5- Stevie Wonder

Wonder é gênio, mas sua trilha para A Dama de Vermelho é um chiclete insuportável. De qualquer modo, I've Just Called to Say I Love You papou o Oscar de 1984 e se tornou campeã dos bailinhos de vassoura dos anos 80. Apesar disso e de muito sucesso na década de 80 (We are the World, Ebony and Ivory), Wonder ficou na História como um dos grandes mestres da soul music, especialmente nos anos 70.

4- Burt Barcharach

Dois Oscars para o gênio da música de elevador, do easy listening, da melodia perfeita: por Arthur, o Milionário e pela mágica Raindrops Keep Fallin' on my Head, imortalizada na cena em que Paul Newman dá um rolê de bicicleta com Katherine Ross em Butch Cassidy & Sundance Kid. Mas o grande prêmio de Barcharach é a sua foto estrategicamente colocada na capa do primeiro disco do Oasis.




















Burt Barcharach é o cara no quadro encostado no sofá. É também o único sóbrio na capa de Definitely Maybe.


3- Elton John

Suas músicas são cinematográficas e cheias de citações do cinema (Candle in the Wind é sobre Marylin Monroe; Goodbye Yellow Brickroad brinca com o mundo de Oz). E sempre servem como ingrediente para grandes cenas - como em Quase Famosos, quando uma banda em crise faz as pazes cantando Tiny Dancer, clássico de 1971. Mas Sir Elton foi beliscar seu Oscar ao compor a trilha de O Rei Leão, o enorme sucesso de animação da Disney.


2- Bob Dylan

Ele é uma das maiores instituições americanas, ídolo dos ídolos - sua influência só se equipara à dos Beatles (de quem é influência e influenciado). Já foi tema de filmes e teve seus clássicos usados de mil maneiras diferentes - em Forrest Gump, por exemplo, a namorada de infância do protagonista é um misto de cantora folk e stripper que entoa Blowin' in the Wind com sinceridade. Mas Dylan fez poucas canções originais para filmes. Em uma delas, a ótima Times Have Changed, arrebatou o merecido Oscar pelo também ótimo Garotos Incríveis, com Michael Douglas e Tobbie Maguire.


1- Bruce Springsteen

Bruce é o Chefe, ponto. Considerado o maior nome do rock americano depois de Elvis Presley, Springsteen atingiu o sucesso ao imprimir uma qualidade "cinemática" em suas músicas, como mostram seus clássicos absolutos, Born to Run e Thunder Road (esta com título roubado do filme de Robert Mitchum). Começou a pagar sua dívida com o cinema tarde, em 1993: Streets of Philadelphia foi a trilha perfeita para o filme que traz a agonia de um advogado aidético. Na música, o narrador conversa com a própria morte. Ganhou o Oscar de melhor canção e se empolgou com o novo ofício, emendando, nos anos seguintes, trilhas inesquecíveis para Os Últimos Passos de Um Homem (também indicada ao Oscar) e para Jerry Maguire (de Cameron Crowe, que soube valorizar a bela Secret Garden como só ele poderia).


Bruce canta Streets of Philadelphia no Oscar 94 e, em seguida, recebe sua estatueta.


Bruce poderia emprestar seu talento para o cinema com mais frequência, como prova a bela The Wrestler. Quando você for ao cinema no próximo final-de-semana, assista à história de redenção de Mickey Rourke e de seu personagem (que são um só), mas só saia da sala após a música do Bruce, enquanto sobem os créditos.

Na semana que vem: os gênios da música que NÃO ganharam o Oscar...


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sexta-feira, 3 de outubro de 2008 - 3 Comentários


Se você gostou de Mamma Mia! (que, no mais, continua em primeiro lugar nas bilheterias brasileiras), deve aproveitar o clima, passar na locadora, e pegar o parente mais próximo do filme: Across the Universe, lançado no ano passado e baseado na mesma premissa: roteiro montado a partir das letras de canções de uma banda muito famosa, com a vantagem de ter como matéria-prima a música dos Beatles, ao invés do ABBA...
























No entanto, as vantagens param por aí... por algum motivo - e como provam os faturamentos dos filmes -, Mamma Mia! deu muito mais certo do que Across the Universe. Veja: a música dos Beatles tem muito mais personagens e conteúdo e contexto do que a do ABBA; fez mais sucesso... afinal, o que diabos deu errado?

A conclusão (pelo menos a minha) é que o problema de Across the Universe é justamente esse: os Beatles. Porque os Beatles são considerados arte de verdade, então é natural que o diretor de um filme que respira a banda de Liverpool aspire à condição de arte. Só que a turma que rodou o filme não é exatamente Lennon & McCartney. E aí a coisa vira aquela pretensão, aquela pompa, e vira um resultado deixa um pouco a desejar.

A verdade é que os Beatles eram pretensiosos. Mas eram também geniais. E praticavam uma saudável auto-ironia, não se levando tão a sério assim. Não por outra razão, Across the Universe começa muito bem, com seus personagens se conhecendo e se apaixonando ao som da fase "bobinha" de All My Loving e I Wanna Hold Your Hand, mas vai perdendo a força e ganhando ares constrangedores na parte "cabeça" do fim dos anos 60, com embaraçosas montagens em I Want You, I am the Walrus e Let It Be.


A primeira cena do filme, em que é apresentado o casal central, o rapaz inglês Jude e a moça americana Lucy. Tudo ao som de Hold Me Tight, clássico menos badalado - e tão bacana quanto todos os outros - dos fab four.


No fim das contas, a parte legal sai ganhando. Não é a obra-prima que a música dos Beatles merecia, mas é um programa bacana para uma tarde chuvosa sem ter o que fazer.

PS: De quebra, Across the Universe encontrou, na nudez congelada da atriz Evan Rachel Wood, a melhor maneira de traduzir em imagens Something, do George Harrison, aquela que Frank Sinatra definiu como "a melhor canção de amor do século 20".

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008 - 0 Comentários

Entre as bombas que estão estreando, nenhuma é tão roubada quanto Mulheres - O Sexo Forte. O grande chamariz do filme (para as mulheres) é a volta de Meg Ryan, ex-rainha das comédias românticas.

Mas o triste mesmo é ver o estado de Meg, toda retalhada pelas cirurgias plásticas. Veja o estado atual da jovem senhora, em cena do tal filme:















E olha que já rolou um Photoshop...


Bom, mas nem sempre foi assim. E nem sempre ela interpretou a mocinha quase assexuada. Meg Ryan já foi uma gostosa! Se não acredita, cheque a lista desta semana: Meg Ryan, quando valia a pena.


5- Top Gun (1986)














Bronzeada e falante, como a esposa do Goose, o parceiro de vôlei e vôo do Maverick. Participação pequena, mas ela é melhor do que a Kelly McGillys.


4- Viagem Insólita (1987)


No filme de Joe Dante (produzido por Steven Spielberg), Dennis Quaid é o piloto de provas que entra em um experimento fantástico: se miniaturiza e navega dentro do corpo de um homem (no caso, Martin Short). Meg Ryan, ainda de cabelos curtinhos, é a namorada gata que ele tenta reconquistar de dentro do outro... na cena acima, vemos Meg sendo devidamente cortejada por Quaid, que canta um clássico de Sam Cooke.



3- Joe Contra o Vulcão (1990)















Meg Ryan como Angelica (à esq.) e como Patricia (à dir., ao lado de Tom Hanks)


No primeiro dos três filmes que fez com Tom Hanks, em Joe Contra o Vulcão Meg tem três papéis - a secretária sem graça Dee Dee, a problemática Angelica e gata Patricia.

A graça do filme está nela e em Hanks, engraçadíssimo como um sujeito com um péssimo emprego, cansado da vida e que é diagnosticado com uma doença terminal ("nuvens no cérebro"). No final das contas, o casal vai parar em uma ilha habitada por aborígenes que adoram um vulcão. Absurdo, mas engraçado.



2- Harry & Sally (1989)



No filme que a transformou em uma estrela do primeiro escalão de Hollywood (e que serviu de gabartio para todas as comédias românticas que vieram nos dez anos seguintes), ela é Sally Allbright, a mulher que mostra a Billy Cristal como se finge um orgasmo... clique, assista e aprenda.

1- The Doors (1991)











Meg deita e rola com Jim Morrison, digo, Val Kilmer.



No filmaço de Oliver Stone sobre os Doors, Meg é Pamela Courson, a namorada pé-na-jaca do Rei dos Pés-na-Jaca, Jim Morrison. No auge da fama e da beleza, arriscou até um peitinho, em cena onde Morrison manifesta maior afeição por uísque do que por mulher pelada.

OK, não é exatamente um currículo pra fazer frente aos da Charlize Theron (vá ao Arquivo Confidencial), da Kim Basinger (veja a VIP deste mês) ou da Monica Bellucci (VIP do mês passado) - essas encaram toda e qualquer parada -, mas até que está bom para alguém que ostentou o título de "namoradinha da América"...

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008 - 2 Comentários

Boxeador, piloto de corridas, ex-jogador de futebol americano, trapaceiro, ladrão de bancos, exímio jogador de snooker e cartas; mulherengo incorrigível; amigo leal; um cara que faz as coisas do seu próprio jeito.




















Este era o Paul Newman que apareceu em quase sessenta filmes, muitos deles considerados clássicos, alguns premiados com o Oscar, outros sucessos de público atemporais. Surgiu na mesma fornada que deu ao mundo James Dean e Marlon Brando, formando, com esses dois, a trinca dos grandes atores que enterraram o galã à moda antiga. A partir da metade da década de 50, o protagonista deveria trazer uma certa amargura, uma qualidade de não saber direito o que quer, algo mais humano.

James Dean morreu muito cedo, ficando como uma promessa. Brando se tornou, em meio às suas manias e excentricidades, o maior ator de todos os tempos. Já Paul Newman resolveu ser simplesmente"o cara".

Manteve-se casado por toda a vida com a mesma mulher. Nunca fez concessões ao cinema moderninho ou a frescuras: seus papéis, descritos no primeiro parágrafo deste post, são de uma coerência incrível, além de encontrarem ressonância na vida real - Newman foi piloto de stock cars, depois foi dono de escuderia da Formula Indy, e ao mesmo tempo inaugurou sua própria marca de molhos para saladas (a Newman's Own), só porque não gostava do que as outras marcas ofereciam...

Especializou-se em papéis onde ele era o tutor, o irmão mais velho, o cara sábio que passa as manhas do seu jogo para um cara mais jovem - seja o Robert Redford em Golpe de Mestre, seja o Tom Cruise em A Cor do Dinheiro, seja o Tom Hanks em A Estrada da Perdição. E note: cada um desses filmes está distante dos outros em mais de 10 anos. O fato é que todos temos sempre muito o que aprender com Paul Newman.

Se o leitor não conhecer ou quiser ter uma aula de como ser macho, ponta-firme e inspirador, não deixe de conhecer as obras essenciais do mestre:


- Gata em Teto de Zinco Quente (1958): como o ex-jogador de futebol americano (e bêbado em tempo integral) Brick, Newman é assediado o tempo todo pela Elizabeth Taylor.




















É essa mulher que se joga em cima de Brick durante todo o filme.

- Rebeldia Indomável (1967): personagem ícone de Newman. Cool Hand Luke é o prisioneiro que não se submete às regras do presídio. Suas fugas são lendárias. É o herói dos detentos, dos anos 60 em geral e de umas três gerações de atores, como John Cusack, Edward Norton e outros fãs inveterados. A famosa fala "what we've got here is... failure to comunicate!" é uma das citações mais famosas do cinema e já foi usada para abrir o disco Use Your Illusion 2, do Guns'n'Roses, na introdução chuvosa de Civil War.





















É este cartaz que você vê na parede do apê do traficante vivido por Edward Norton, em A Última Noite, do Spike Lee, quando ele está prestes a ser pego pela polícia.

- Butch Cassidy e Sundance Kid (1969): um verdadeiro blockbuster da contracultura. Trazia os dois maiores astros da época (Newman e Robert Redford) atuando como comparsas em roubos de banco - e brigando pela mesma mulher (Katherine Ross, de professorinha nada ingênua). Duas cenas memoráveis: Cassidy e Sundance se jogando do alto de um penhasco (uma das minhas primeiras lembranças de Sessão da Tarde); e Newman se exibindo para a professorinha, andando de bicicleta ao som de Raindrops Fallin' on my Head.

- Golpe de Mestre (1973): vencedor do Oscar de Melhor Filme, traz a volta de Newman e Redford, desta vez como trapaceiros profissionais. Outra trilha sonora memorável, muita camaradagem e esperteza. Filmaço.

- A Cor do Dinheiro (1986): o filme que deu a Paul Newman seu Oscar de melhor ator (depois de 9 indicações). Aqui, ele retoma o mestre do snooker Eddie Felson (personagem de Desafio a Corrupção, de 1961), e ensina os truques do jogo e da vida para um Tom Cruise muito bobinho.


Tem muito mais, é só procurar. Paul Newman foi o macho em estado bruto, sem concessões ao metrossexualismo, à geração saúde ou outros modismos. Quando seu câncer atingiu estado terminal, desenganado pelos médicos, deu baixa do hospital e foi morrer em casa. Seus filmes são um curso de doutorado em vida para homens de todo o mundo.


Blogie acende um charuto em homenagem ao mestre.

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008 - 0 Comentários

A notícia começa promissora: o filme de maior bilheteria do momento no Brasil é uma adaptação de teatro estrelada pela Meryl Streep. Mas calma, antes de fechar esta janela e sair comprando o ingresso desta noite, talvez eu deva informar-lhe que o longa trata de uma garota que, às vésperas do casamento, tenta descobrir quem é o seu pai. A mãe (Streep), uma ex-cantora dos anos 70, reencontra suas colegas de banda e se vê confrontada com antigas questões do coração (os três possíveis pais da garota). Tudo isso, preste bem atenção, costurado pelas canções do ABBA, cantadas pelo elenco o tempo todo, como se não houvesse amanhã. Este é Mamma Mia!, adaptação do musical inglês homônimo, um enorme sucesso no teatro e, agora no cinema. Fora o CD com a trilha sonora, um dos poucos fenômenos de vendas de 2008.

Garantindo que isso tenha ficado claro, e se seus olhos continuam interessados nestas linhas, aconselho: vá em frente, irmão. O filme é bacana. A música é bacana, admitamos. Streep e o resto do elenco estão afiados e engraçados. E o trabalho de criação de um roteiro a partir das letras estapafúrdias da banda sueca é realmente admirável - mais do que isso, o enredo forjado é tão extravagante (leia-se cafona) e despretensioso quanto a música do ABBA, o que garante a adequação do projeto e lhe garante um certo crédito.



Confira o trailer


Por fim, como você pode notar pelo trailer, o filme tem alto potencial para arregimentar grupos de garotas para os cinemas, algo que só aquelas quatro amigas de Manhattan conseguiram fazer nos últimos tempos. Ou seja: dê vazão à sua sensibilidade, exercite seu senso de humor e curta Mamma Mia! sem maiores preconceitos. Comparando a Sex & the City, pelo menos você não sairá da sessão traumatizado por ter visto o membro caído do vizinho pegador da Samantha.

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